BRASÍLIA – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realiza amanhã o leilão de uma faixa de frequência, a chamada banda H, que abrirá o mercado de telefonia móvel a uma nova competidora nacional.
Além de ter impacto nos negócios, em um setor dominado por quatro grandes teles, a entrada de uma nova competidora poderá ser um marco importante na mudança de conceito. Daqui em diante, celular será sinônimo de aparelho multifuncional, com internet em alta velocidade, e o esforço para atrair clientes deverá resultar em queda de preço e serviços novos e diferenciados.
Nos próximos anos deverá haver praticamente uma explosão dos serviços de Terceira (3G) e Quarta Geração (4G) da telefonia móvel. O mercado de banda larga móvel ainda é pequeno no Brasil, representando cerca de 8% dos telefones móveis.
Uma nova operadora terá de levar a banda larga às classes C e D. Isto será possível com a produção em escala de smartphones, que vai baratear os aparelhos e substituirá até mesmo os computadores. Melhorar a qualidade e inovar tecnologicamente serão outras apostas que a nova competidora terá de fazer para se consolidar.
“O mercado de celular pós-pago no País, que é o mais rentável, está todo atendido. Mas existe demanda de pré-pago e de acesso a banda larga, que é um mercado mais interessante”, disse Juarez Quadros, consultor e ex-ministro das Comunicações, que também aponta o aluguel de rede para bancos e redes de varejo como outra área de negócios atraente.
Outra das demandas, segundo o gerente-geral de Comunicações Pessoais Móveis da Anatel, Nelson Takayanagi, será a Telemedicina, com os serviços máquina/máquina, onde os pacientes utilizam, por exemplo, equipamentos no coração para serem monitorados 24 horas por dia.
Também serão uma exigência do mercado os smart grids, usados pelas redes elétricas para medir o consumo de energia. Em um estágio mais avançado, a rede inteligente poderá programar o ligar/desligar de eletrodomésticos nas residências, em conexão com os celulares.
O preço mínimo da licença da Banda H será de R$ 1,1 bilhão. O vencedor poderá explorar o serviço por 15 anos, renovável por igual período. Pela regra da licitação, somente a Nextel, que entregou suas propostas de preços, documentos de habilitação e fez o depósito das garantias, poderá ser o quinto operador.
13/12/2010
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