O governo sofreu um duro golpe nesta sexta-feira no primeiro teste do apetite do mercado pelas concessões federais na área de infraestrutura logística, após receber propostas por apenas uma das duas rodovias que serão leiloadas na semana que vem.
Todos os oito grupos se inscreveram para disputar a concessão da rodovia BR-050 (GO/MG), na próxima quarta-feira, enquanto a BR-262 (MG/ES) resultou sem interessados, segundo o ministro dos Transportes, César Borges.
"Ficamos surpresos por não termos recebido propostas para a BR-262; os trechos eram atrativos", disse Borges a jornalistas, após o fim do prazo para inscrições, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Mas ele negou que tenha ficado frustrado com a ausência de propostas. "De forma alguma; empatou. Tivemos um sucesso (a disputa pela BR-050) e um insucesso".
A Queiroz Galvão e o consórcio Sertão, formado pelas empresas Fidens Engenharia, Aterca, Via Engenharia e Construtora Barbosa Melo, confirmaram inscrição para concorrer à concessão da BR-050. Segundo fontes, Triunfo Participações, Ecorodovias e CCR também entregaram propostas, assim como a Odebrecht e a Invepar.
De todo modo, a ausência de propostas pela BR-262 contrasta fortemente com o clima de euforia com o qual o governo vinha tratando o tema. Na semana passada, uma fonte a par do assunto dissera à Reuters que pelo menos 32 empresas haviam retirado a certidão negativa para se inscrever no leilão.
"A BR-262 não deu viabilidade econômica", disse a jornalistas o gerente comercial de novos negócios da Fidens Engenharia, Nilton Chaves. Fontes de grupos que se inscreveram no leilão manifestaram a mesma preocupação.
Uma fonte de uma das empresas que apresentou proposta disse à Reuters que o desinteresse na BR-262 deve-se a inconsistências nas projeções financeiras da concessão. "As contas das receitas e das despesas não fechavam", disse a fonte. Segundo Borges, não houve nenhuma queixa das empresas nos últimos dias em relação à modelagem da concessão.
"Eu não recebi, e nem a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) qualquer demanda de falta de elementos ou números que não batiam, ou de desinteresse por parte do setor. O sinal era de que havia interesse", disse. Ainda não há decisão sobre o que ocorrerá com a BR-262. Borges disse que o governo pode, por exemplo, prorrogar o prazo do leilão desse trecho -nesse, caso, sem mudar as regras do edital- ou mesmo não mais licitar a rodovia.
De todo modo, o ministro disse que a ausência de propostas pela BR-262 não afetará o cronograma dos demais leilões de rodovias. O próximo, previsto para 23 de outubro, é o da BR-101 na Bahia.
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