Rio - A Lei n 8.666, que rege licitações de compras do setor público, foi duramente criticada por representantes do setor de fármacos e de medicamentos que participaram de debate no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Cerca de 30% dos volumes totais de insumos farmacêuticos adquiridos pelos laboratórios públicos, 18 em todo o País, são rejeitados por falta de qualidade, afirmou o presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), Carlos Alberto Pereira Gomes.
As compras governamentais são realizadas tendo como critério básico o menor preço de fornecimento, por meio de leilões. Grande parte dos insumos importados (85% do total) é proveniente da China e Índia, com baixos preços e sem compromisso com qualidade, disse Gomes. Segundo ele, o controle de qualidade do insumo só é feito depois, em testes nos laboratórios oficiais demandantes do insumo.
"A lei é um estímulo à revenda de insumos importados de baixa qualidade", afirmou Alberto Ramy Mansur, representante da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina .
24/08/2004
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