Jonas revoga licitação de Teatro de Ópera


A licitação para a construção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, foi revogada nesta quinta-feira pela Prefeitura e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de Campinas. A revogação, segundo o secretário de Administração, Sílvio Bernardin, abre caminho para uma decisão já tomada pelo prefeito Jonas Donizette (PSB): utilizar os recursos que seriam destinados a esse teatro na reforma do Centro de Convivência Cultural, no Teatro do Bosque, no Centro Cultural Maria Monteiro e também na área da Saúde.

“A adaptação do projeto deu tantos problemas que achamos melhor revogar a licitação e não continuar gastando energia em uma obra que não será realizada em médio prazo”, disse o secretário. Jonas disse há duas semanas ao Correio que no início do ano irá se reunir com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para negociar a autorização para usar os R$ 80 milhões liberados pelo Estado para o Teatro de Ópera.

A licitação, por causa de questionamentos de interessados, foi suspensa quatro vezes. Nos adiamentos, o edital foi refeito para atender alterações pedidas pelos concorrentes e cada alteração levou a atualização da planilha de custos e assim, a obra e os equipamentos, que custariam R$ 83 milhões, passaram para R$ 89,7 milhões. Assim, cada adiamento levou a necessidade de a Prefeitura aportar mais recursos para garantir a obra, já que o Estado fixou sua parte em R$ 80 milhões.

O prefeito acredita que sem recursos para reformar o Centro de Convivência, que deve custar R$ 40 milhões, e de outros equipamentos, e com a pressão que as unidades de saúde vêm enfrentando em função do aumento da demanda — 60 mil pessoas perderam planos de saúde este ano em Campinas — é necessário ponderar e repensar se é hora de construir um novo teatro ou se é melhor utilizar o recurso para reformar equipamentos já existentes e investir em saúde pública.

Ele disse que espera conseguir outras fontes de recursos para reformar o Convivência, mas que hoje não vê horizonte para isso, nem com patrocínio privado, nem com venda de potencial construtivo.

“Vou tentar ter essa conversa com o governador para fazer essas definições. Não sai do meu horizonte ir atrás de outro equipamento cultural, mas nesse momento não dá. O que me preocupa muito são essas 60 mil pessoas sem plano de saúde que busca a saúde de pública e os equipamentos culturais existentes que precisam de investimento”, afirmou.


29/12/2016

Fonte: Correio Popular

 

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