Investimento de US$ 1,1 bi no ES depende de acordo com a Petrobras


A Vale do Rio Doce está aguardando a conclusão de um acordo com a Petrobras para dar início a um projeto de US$ 1,1 bilhão no Espírito Santo, que consiste na construção de duas unidades pelotizadoras, uma fábrica de ferro esponja e uma aciaria. O pontapé inicial depende da redução de preços do gás natural vendido pela estatal. A Vale se comprometeria a comprar 3,3 milhões de metros cúbicos por dia, por um período de 20 anos.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Espírito Santo, Júlio Bueno, a Vale se propõe a pagar menos de US$ 3 por BTU. O preço da Petrobras, no entanto, está acima de US$ 3,2 por milhão de BTU.
- Estamos esperando ansiosamente uma resposta da Petrobras, pois no momento a negociação está parada - diz Bueno.
Segundo ele, a estimativa é de que as fábricas da Vale possam trazer cerca de 800 empregos diretos para o estado.
De acordo com o secretário, o Espírito Santo poderá ser um forte produtor de gás natural no futuro, atingindo 10 milhões de metros cúbicos por dia em 2008.
A própria Petrobras vem admitindo que, depois da Bacia de Campos, o Espírito Santo é a bola da vez. Na semana passada, em um seminário no Rio, a estatal estimou um potencial de existência de 1,8 milhão de barris de óleo equivalente na região.
Segundo o gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Paulo Mendonça, o potencial inclui as áreas adquiridas na Sexta Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), situadas próximo ao Campo de Golfinho, na bacia do Espírito Santo.
O secretário também contou que o estado aguarda a visita de uma comissão de executivos da Arabian Gulf Oil (Agol), marcada para meados de novembro. O grupo árabe pretende construir uma refinaria privada no Espírito Santo, sem a participação da Petrobras.
- Estivemos em Londres, fizemos uma reunião com eles e estamos aguardando uma missão, que virá assinar o 'head of agreement', ou seja, o acordo definitivo para a obra. Mas ainda dependemos da benção do governo federal, que deverá dar isenções tributárias ao projeto - afirmou.
A refinaria deverá representar um investimento de US$ 2,5 bilhão para o estado e poderá processar 200 mil barris por dia para exportações.
A partir desta sexta-feira, o governo do estado dará início a uma série de sete seminários que acontecerão até dezembro. O objetivo é discutir temas como cenário internacional, reflexos para a economia capixaba, abertura do setor, perspectivas e necessidades, políticas de gás, preços, questões ambientais, impacto urbano da construção da refinaria e aperfeiçoamento da política de royalties.


15/10/2004

Fonte: Globo.com

 

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