Instaurada licitação de ferrovia para escoamento da soja de MT


O projeto Brasil Central, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pode retirar o porto de Santarém, no Oeste do Pará, como ponto de escoamento da soja da região norte do Mato Grosso, maior produtora de grãos do país, mesmo que seja concluído o asfaltamento de toda a extensão da rodovia BR-316. Mas pode significar também a viabilização de um projeto que até então não passa de um traço no mapa: o ramal da ferrovia Norte-Sul de Açailândia até Belém.
Isso porque a ANTT acaba de aprovar a instauração do processo de licitação do projeto para a construção de três ramais da ferrovia Norte Sul, que beneficiará as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
Um desses ramais, que está sendo chamado de Eixo Setentrional, com 900 quilômetros de extensão, sairá de Miracema, no Tocantins, até Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, ligando a ferrovia Norte-Sul à rodovia BR-316. Dizem os responsáveis pelo projeto que o seu principal objetivo é redirecionar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos de Itaqui, no Maranhão (através da Norte-Sul e da Estrada de Ferro de Carajás), e, futuramente, de Belém, no Pará.
Um dos três ramais, batizado de Eixo Extremo Norte, é uma extensão do traçado atual da Norte-Sul. A ferrovia hoje acaba em Açailândia (MA), onde se conecta com a Estrada de Ferro Carajás, que dá acesso ao porto de Itaqui.
De acordo com notícia do jornal “Valor Econômico”, a idéia, com esse trecho, de 440 quilômetros de extensão, é levar a Norte-Sul até Belém, onde uma expansão do porto local, incluindo o de Vila do Conde, em Barcarena - ou talvez até o projetado porto do Espadarte, em Curuçá -, pode criar novas alternativas de frete marítimo, em caso de futura saturação de Itaqui.
Gregório Rabêlo, diretor da ANTT e que relatou o projeto denominado Brasil Central, garantiu nesta quarta-feira (11) ao “Pará Negócios” que não foi estabelecida prioridade para um dos três ramais projetados (o outro ramal, denominado Eixo Meio Norte e com 500 quilômetros, ligará o município maranhense de Estreito ao piauiense de Eliseu Martins, passando pela região de Balsas, também no Maranhão, outro centro produtor de grãos).
A elaboração do projeto de viabilidade deverá estar concluída até meados de 2007. “Nós vamos entregar o projeto ao Governo Federal, que então definirá por onde deverá começar”, afirmou Rabêlo.
Mas a ANTT reconhece que o projeto vai favorecer, principalmente, a região do norte do Mato Grosso, que sofre com a questão do transporte e da logística, já que toda produção enfrenta mais de dois mil quilômetros até chegar ao Porto de Paranaguá (PR), encarecendo o transporte e diminuindo a lucratividade do produtor, além do desperdício. Essa região produz hoje em torno de 12 milhões de toneladas de grãos.
A reportagem do “Valor” faz referência a declarações de Rabêlo, de que a construção do ramal Miracema-Lucas do Rio Verde não se choca com outros projetos para a região, como o prolongamento da Ferronorte e a pavimentação da BR-163.
Diz o jornal paulista: “A rodovia federal passa exatamente por essa região, incluindo centros agrícolas como Sorriso e Sinop, e quando pavimentada deverá facilitar o escoamento de grãos pelo porto de Santarém. O diretor da agência observa, no entanto, que Santarém só pode receber navios com capacidade para transportar até 20 mil toneladas de carga, enquanto o limite em Itaqui é de 400 mil toneladas”.
A matéria cita também o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, para quem os projetos elaborados pela ANTT são viáveis e oportunos. “Segundo ele, não há conflito entre o ramal mato-grossense da Norte-Sul e a extensão da Ferronorte ou o melhoramento da BR-163. Vilaça explica que o escoamento pelos portos de Itaqui e de Belém pode ser excelente opção para quem embarca soja e outros produtos para o mercado europeu. Enquanto isso, a Ferronorte é alternativa para o escoamento via Santos, com destino a países asiáticos”, diz o jornal.
Gregório Rabêlo faz questão de destacar que, como autor do projeto Brasil Central, tomou a iniciativa de incluir o ramal de Açailândia até Belém, “porque sei da importância dessa região para o desenvolvimento regional, principalmente em termos de produção de grãos, da pecuária e da mineração”.
André Reis, da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), ressalta a importância da inclusão do trecho de Açailândia a Belém da Norte-Sul, em razão do destaque que o porto de Vila do Conde vem ganhando como ponto de exportação, inclusive para grãos. Reis lembrou que pelo menos duas empresas estão partindo para a implantação de terminais graneleiros em Barcarena.
Mas ele ressaltou que o Pará precisa acompanhar com atenção esse projeto, “pois há muitos anos estamos aguardando investimentos do governo federal em nossa infra-estrutura de transporte e esse trecho até Belém precisa estar integrado ao projeto da Norte-Sul”. E lembrou que “há 26 anos estamos esperando pelas eclusas de Tucuruí”.


13/10/2006

Fonte: 24 Horas News

 

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