Infraero vai licitar terminal de cargas no RS


A Infraero vai lançar nos próximos dois meses um edital de licitação para construção de um novo terminal de cargas em Porto Alegre (RS), orçado em R$ 70 milhões. O objetivo da estatal é que a iniciativa privada realize as obras e depois alugue as instalações por um período de 15 a 20 anos, renovado por um período igual. Essa foi a saída encontrada pela empresa para bancar os investimentos necessários nos aeroportos brasileiros.
Segundo a Infraero, o movimento de cargas aéreas subiu mais de 20% no ano passado e alguns aeroportos caminham para a saturação rapidamente. De acordo com o presidente da estatal, Carlos Wilson, o projeto foi idealizado de forma que o setor receba os investimentos necessários sem que haja um desembolso significativo no caixa da empresa. "Inicialmente faremos um projeto piloto. Se tudo der certo, faremos o mesmo com outras unidades", afirma.
A economia estimada com a participação da iniciativa privada em Porto Alegre é de 20% a 30% em relação ao que a estatal. "Este tipo de operação passa a ser considerado custeio e não mais investimento", explica o diretor comercial da empresa, Fernando Almeida.
Caso o projeto de Porto Alegre dê resultados, pelo menos dois outros terminais que estão próximos do estrangulamento deverão receber tratamento semelhante. Os outros terminais considerados prioritários são os de Guarulhos (SP) e Vitória (ES).
Almeida diz que os estudos para implantar novos terminais cargueiros começaram há aproximadamente um ano. Como as obras não são consideradas de grande complexidade - ao contrário dos terminais de passageiros - a opção de delegar as obras para a iniciativa privada com o conseqüente aluguel das áreas pela estatal foi considerada a melhor opção para resolver o problema rapidamente sem afetar os investimentos previstos em outras áreas. A empresa estima investir na ampliação, modernização e construção de terminais de passageiros cerca de R$ 460 milhões em 2005.
O aluguel dos terminais por parte da Infraero não deverá ocasionar mudanças junto às operações, consideradas o grande filão comercial da estatal e que respondem por cerca de 27% no faturamento. Em 2004, a empresa faturou R$ 1,6 bilhão. A previsão para este ano é de um faturamento próximo de R$ 1,75 bilhão. "A terceirização envolve apenas a construção e o aluguel. Toda a operação continuará sob responsabilidade da Infraero", afirma.
O aumento do fluxo de cargas aéreas dentro do contexto nacional é considerado excepcional até mesmo pela própria empresa. Os dados da estatal apontam que em 2003 a movimentação de cargas nos 32 terminais administrados pela companhia passou de 464 mil toneladas para 592 mil toneladas, um crescimento de 27,6%. As receitas com cargas foram ampliadas em 17,9% em 2004, passando de R$ 563 milhões em 2003 para R$ 654 milhões no último exercício.
No primeiro quadrimestre do ano, estas operações somaram 192 mil toneladas, 9,7% a mais que no mesmo período do exercício anterior. Este crescimento não tem sido seguido pela necessidade de investimentos no setor. A Infraero deverá investir ao longo deste ano R$ 33 milhões em ajustes nos terminais e na aquisição de novos equipamentos.
Almeida diz que a estatal está otimista em lançar a licitação em dois meses. Os últimos entraves, segundo ele, estão sendo resolvidos junto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que irá regular a oferta dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que serão disponibilizados aos ganhadores da licitação. Esta autorização é necessária, uma vez que os terminais serão construídos em áreas da União que atualmente possuem um registro único. As áreas especificadas para receber os novos terminais deverão receber um novo número de matrícula que servirá como base para a criação dos papéis utilizados como garantia neste tipo de transação.
Uma outra autorização terá de ser concedida pelo conselho de administração da estatal, presidido pelo Ministério da Defesa. Com as devidas aprovações, a Infraero deverá abrir a licitação para empresas nacionais, que terá como base o menor preço de aluguel. A previsão é que as obras civis fiquem prontas de quatro a seis meses após o anúncio do vencedor do processo licitatório.


02/06/2005

Fonte: Valor On Line

 

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