De olho no interesse crescente em pontos comerciais e na redução de espaços disponíveis, a Infraero, estatal que administra aeroportos, vem aumentando o aluguel cobrado nos contratos de exploração comercial dos principais terminais do país.
Essas altas são de, em média, 200% no caso dos pontos comerciais e aeroportos mais concorridos e vêm acompanhadas de um plano de reformulação do perfil dos lojistas que deve ficar pronto na Copa do Mundo.
A ideia é dar maior espaço para lojas de artesanato e restaurantes regionais.
Até um ano e meio atrás, as licitações eram renovadas automaticamente. Essa possibilidade não existe mais, e, de lá para cá, de acordo com o diretor comercial da estatal, Geraldo Neves, 1.300 pontos, dos 5.200 disponíveis, já foram relicitados. A cada seis meses, 400 contratos vencem, em média.
"Quando terminarmos as relicitações, a receita da estatal com o comércio vai aumentar de R$ 940 milhões, como é hoje, para R$ 1,2 bilhão", afirma Neves.
Os ganhos com aluguéis cobrados de pontos comerciais representam 31% da receita total da Infraero.
Para lojistas, o risco é que os aumentos nos aluguéis tenham de ser repassados aos consumidores, como forma de garantir margem de lucro.
Para evitar esse cenário, a Infraero determinou que os lojistas são obrigados a apresentar uma vez por ano pesquisa de preços feita nas cidades dos aeroportos.
"Aceitamos uma diferença de, no máximo, 15%, se não estarão sujeitos a perder o ponto."
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