O Ministério da Educação (MEC) ainda não decidiu se manterá o contrato com a empresa responsável pela impressão, distribuição e aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os custos para imprimir as novas provas –será de cerca de R$ 36 milhões, que representam 30% do valor do contrato com a empresa.
Uma reunião na tarde de hoje entre representantes do MEC, do Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a Consultec, da Bahia, definirá os próximos passos e tentar mapear como pode ter ocorrido o vazamento da prova.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, ainda não é possível dizer se o conteúdo vazou de dentro do Inep, no processo de impressão ou distribuição. Como a jornalista do jornal Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após passagem do material pela gráfica Plural, de São Paulo.
Segundo o ministro, a segurança do Enem este ano foi reforçada. Caso a investigação da Polícia Federal (PF) responsabilize o consórcio, um novo contrato emergencial pode ser feito, sem necessidade de licitação. Nenhuma outra empresa se candidatou na primeira licitação para fazer esse serviço. O ministro não soube informar de que forma a empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.
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