As primeiras usinas hidrelétricas do tipo plataforma devem ser licitadas pelo governo federal entre o fim de 2013 e o começo de 2014, segundo informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. As usinas São Luiz e Jatobá serão construídas no rio Tapajós, na Amazônia. As informações são da Agência Brasil.
As usinas-plataforma são hidrelétricas cuja concepção é baseada no conceito das plataformas de exploração de petróleo em alto-mar (off shore) e tem por objetivo provocar o menor impacto ambiental possível. A hidrelétrica deve ser construída com reduzido número de operários e, depois de pronta, todo o canteiro de obras é desmanchado e o entorno da usina, reflorestado. A usina-plataforma funciona de forma mais automatizada do que uma hidrelétrica comum e não contará com nenhuma estrada para ligar a hidrelétrica ao resto do país.
Os funcionários terão que se deslocar para a usina por helicóptero, como ocorre no transporte de pessoal para as plataformas de petróleo no mar. E será expressamente proibida a criação de núcleos urbanos, como vilas, no entorno da usina.
Segundo Tolmasquim, esse conceito será usado em áreas da floresta amazônica onde não há ocupação humana. `Praticamente não tem impacto ambiental porque vai se reflorestar tudo em volta e a vai ficar a hidrelétrica no meio da floresta. A ideia é não ter cidades em volta. Temos que criar essas inovações para usar nossos recursos", disse.
A bacia Amazônica concentra a maior parte do potencial hidrelétrico brasileiro ainda a ser explorado. Mas muitas dessas áreas, propícias para implantação de usinas, ficam em área de mata preservada ou de reservas indígenas. O governo brasileiro tem sido alvo de críticas por causa da construção de usinas na Amazônia, como Belo Monte, no rio Xingu (PA).
Tolmasquim disse que, apesar das críticas internacionais, o Brasil não pode `abrir mão" de seus recursos hidrelétricos, já que essa fonte de energia é barata e renovável. Segundo ele, a EPE também concluiu um estudo sobre a viabilidade da energia solar no país que será entregue, na próxima semana, ao Ministério de Minas e Energia.
Ele não quis adiantar os detalhes do estudo, mas disse que a energia solar já é competitiva em algumas regiões do país, quando usada de forma isolada. No entanto, ainda não é competitiva quando colocada no sistema interligado, porque é uma energia cara.
Tolmasquim informou ainda que o Brasil deve se ficar, no próximo ano, entre os dez países que mais geram energia usando a força dos ventos (geração eólica). Hoje, o país produz cerca de 1,5 mil megawatts (MW) por aerogeradores. Em 2013, a previsão é que os parques eólicos brasileiros passem a produzir mais de 5 mil MW.
12/05/2012
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