Um grupo de trabalho foi criado para revisar e criar um novo edital de licitação da rodoviária em Juiz de Fora. A informação foi divulgada pela Prefeitura nesta quinta-feira (29). Enquanto isso, a empresa Infracea vai assumir o local provisoriamente pelos próximos seis meses.
A finalização do consórcio ocorre após a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart) administrar o terminal durante 20 anos. Em entrevista à TV Integração, o representante da empresa, Arthur Rodrigues, explicou que uns dos motivos para deixar a direção do espaço foram os prejuízos que resultaram em mais de 20 funcionários serão demitidos. Veja abaixo mais informações.
No último mês, o G1 mostrou que um edital foi lançado, no entanto, o mesmo passará por mudanças. "Estamos realizando uma revisão do edital anterior devido a uma série de insuficiências para a dimensão desta concessão", justificou a prefeita Margarida Salomão.
Ainda conforme a Prefeitura, a mudança na gestão do terminal não vai alterar os serviços oferecidos.
O grupo de trabalho será formado por representantes das secretarias de Mobilidade Urbana (SMU); de Transformação Digital e Administrativa (STDA); de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (Sedic); de Turismo (Setur); e da Secretaria da Fazenda (SF).
De acordo com o representante da Sinart, Arthur Rodrigues, a queda de receita foi provocada por vários fatores e com o agravante da pandemia de Covid-19, a empresa optou por não continuar na administração da rodoviária.
"O transporte clandestino cada vez maior dentro da cidade de Juiz de Fora. Vários pontos de embarques que tiraram consequentemente as fontes de receitas para o terminal e ai somado ao processo da pandemia que nos impacta em alguns momentos com 90% do movimento da rodoviária, trazendo hoje uma redução de mais de 60% dos passageiros. Tudo isso somado e ainda havia também fatores burocráticos, que nós entendemos junto a prefeitura que precisava de renovar esse contrato, mas não houve outra alternativa", ponderou.
Segundo o MG2, por causa do fim da concessão, 24 pessoas serão demitidas e duas transferidas para outras unidades que a empresa administra. Além disso, outros trabalhadores já foram desligados anteriormente no último ano.
Nesta quinta-feira, houve uma reunião com o sindicato que representa os funcionários para discutir como será a rescisão contratual. Conforme Arthur, será feito um modelo e a empresa vai assumir todas as obrigações.
29/04/2021
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