Justiça autorizou quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal dos afastados
A direção do Grupo Hospitalar Conceição afastou nesta segunda, dia 19, por 60 dias, 15 funcionários do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. A medida faz parte do processo administrativo que investiga fraudes em licitações para a compra de órteses e próteses.
Após ouvir 43 testemunhas e analisar mais de 1,2 mil prontuários de pacientes, a sindicância que apurou o caso indiciou 20 pessoas entre ex-diretores, médicos e servidores administrativos. Eles são acusados de irregularidades como superfaturamento em compras, envolvimento de médicos com empresas fornecedoras e adulterações de documentos. A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal dos 15 suspeitos afastados e de dois empresários fornecedores de material.
Na segunda quinzena de dezembro, a sindicância do Grupo Hospitalar Conceição indiciou 14 funcionários por suspeita de envolvimento na máfia das próteses e órteses. A investigação realizada por técnicos do Conceição foi presidida por Paulo Degrazzia, da Advocacia Geral da União.
Os envolvidos são suspeitos de terem favorecido empresas e susperfaturado os preços. O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União investigam o caso desde agosto do ano passado. As irregularidades na compra de material cirúrgico para o Hospital Cristo Redentor teriam ocorrido entre 2000 e o ano passado.
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