O grupo Fleury, que comprou dez caixas do medicamento oncológico MabThera da distribuidora Oncofarma - apontada pela polícia como receptadora de medicamentos roubados de hospitais públicos -, informou ontem que cancelou operações comerciais com a empresa e que outros lotes de remédios comprados da mesma distribuidora foram separados para avaliação da Vigilância Sanitária.
Segundo a direção do grupo, cinco pacientes com doenças reumáticas tomaram os medicamentos no Fleury Hospital Dia. Em análise preliminar, os remédios não apresentaram problemas. "A temperatura dos medicamentos estava normal, não foram detectadas anomalias", disse o presidente do grupo, Mauro Figueiredo.
Ele negou que o preço do medicamento comprado estivesse abaixo do valor de mercado. "Cada licitação inclui consulta a pelo menos três fornecedores legalmente constituídos e habilitados a armazenar e distribuir os produtos".
Figueiredo afirmou que o grupo Fleury não tinha conhecimento da prisão de Maurício Rei, um dos sócios da Oncofarma, no mês passado - em uma ação preparatória à Operação Medula, que levou nove pessoas à prisão na sexta-feira, uma delas em São Caetano.
O levantamento de remédios apreendidos na operação soma R$ 3 milhões - ao todo, porém, os desvios chegaram a R$ 40 milhões.
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