Grafórmula já participou sim, de licitação de merenda escolar na Semed


A Grafórmula participou sim, de licitação para venda de merenda escolar, para a Secretaria Municipal de Educação, na gestão do prefeito Lira Maia, quando a secretária municipal de Educação era Maria José de Almeida Marques, mulher de Valdir Matias Marques, dono da empresa.
É o que pode se verificar nos documentos em poder desta GAZETA, garimpados na prestação de contas da Semed e que o jornal teve acesso exclusivo.
Os documentos revelam que em junho de 1998, a Comissão de Licitação da Semed, realizou através da Carta Convite n° 046/98, licitação para a compra de 2.112 kg de leite em pó, 7.500 kg de açúcar, 2.240 kg de biscoito salgado, 1.920 kg de chocolate em pó e 100.000 unidades de pão francês. Somente quatro empresas foram ‘convidadas’ a participar da licitação, a Grafórmula Indústria Comércio e Representações Ltda., J.C. Zampietro, a Empresa Paraense de Gêneros Alimentícios Comércio Ltda. e a Caligrafia Ltda..
Curioso notar que todas as empresas ‘convidadas’ tinham estreitas relações pessoais com a administração do ex-prefeito Lira Maia, mas precisamente com a ex-secretária de Educação. Senão vejamos:
1. A Grafórmula pertence ao marido da ex-secretária, Valdir Matias Marques.
2. Com a EPGA a história se repete, originariamente se chamava Empresa Paraense de Beneficiamento de Minério (EPBM), com sede em Itaituba, tendo como sócio também Valdir Matias Marques e que curiosamente mudou de denominação para EPGA e transferiu sua sede para Santarém depois da eleição do ex-prefeito Lira Maia. Na mudança para Santarém, Walfredo Marques, irmão de Matias e cunhado de Maria José Marques passou a ser o sócio principal da empresa. Foi a maior fornecedora de merenda escolar durante os oito anos do Governo do Mutirão.
3. A Caligrafia é uma empresa de fachada, com sede em Belém, e que tinha como sua representante em Santarém, Solange Maia Jati, que trabalhava como secretária na Grafórmula e também é ainda dona da S. M. Jati outra empresa ‘laranja’ do esquema.
4. A J.C. Zampietro pertence ao empresário José Carlos Zampietro, sua mulher, Irene Belo Zampietro exerceu durante muitos anos cargo no alto escalão da Semed, na área de coordenação pedagógica.
Seria em muito boa hora, aproveitando o desenrolar da ‘Operação Guabiru’ deslanchada pela Polícia Federal em Alagoas, (ver matéria) onde foram presos ex-prefeitos, prefeitos e empresários envolvidos em fraudes com recursos da merenda escolar (FNDE) que se fizesse uma detalhada investigação nas compras e licitações feitas pela Semed entre 1997 a 2004. Com certeza muita coisa ‘cabeluda’ virá a tona, principalmente relacionadas a fraudes em licitação. Um esquema para tirar merenda da boca de crianças.
Aliás, a PF de Santarém já instaurou um competente inquérito para apurar os fatos e chegou a indiciar varias autoridades da administração passada, falta apenas concluí-lo e enviar para a Justiça Federal para as providências devidas.
Documento desmente vereador
A não participação da Grafórmula em licitações de merenda escolar, na gestão do ex-prefeito Lira Maia é mentirosa. A defesa da empresa feita na tribuna da Câmara, pelo vereador Valdir Matias Júnior (PL), não condiz com a verdade, mas se justifica. O vereador é um dos donos da empresa, que tem como principal sócio, o seu pai, Valdir Matias Marques, este sócio também do ex-prefeito Lira Maia, na Realimentos.
Matias Jr. que apenas se afastou da direção da empres, para poder concorrer nas eleições de 2004, faz defesa sistemática não só da Grafórmula mas de outras empresas, todas com fortes ligações familiares a ele, e que foram escandalosa e fraudulentamente beneficiadas enquanto sua mãe, a ex-secretária de Educação, Maria José Marques, esteve à frente da Semed. Entre elas a EPGA, a S.M. Jati, a Caligrafia e outras, todas velhas conhecidas dos esquemas de licitações fraudulentas montados dentro daquela secretaria, na gestão do ex-prefeito Lira Maia.
Documentos em poder da GAZETA mostram que a Grafórmula durante os oito anos da administração do ex-prefeito Lira Maia recebeu de supostas vendas para diversas secretarias da PMS, mais de R$ 2 milhões. Somente no ano de 2004, ano das eleições, a empresa recebeu exatos R$ 526.919,12, isto mesmo, mais de meio milhão de reais. Em 2003 o montante foi um pouco menor, R$ 465.537,51.


22/05/2005

Fonte: Gazeta de Santarém

 

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