O governo federal sinalizou mudanças no projeto do novo Anel Ferroviário Sudeste, a EF-118, que deverá ser construída entre Espírito Santo e Rio de Janeiro. Uma das alterações é inserir os 80 km do Ramal Anchieta, trecho entre Santa Leopoldina a Anchieta (que garante conexão com a Estrada de Ferro Vitória-Minas), na modelagem final.
Esse trecho faz parte das obrigações a serem cumpridas pela Vale como contrapartida das renovações das concessões da Vitória-Minas e da Estrada de Ferro Carajás, no Pará. O investimento, previsto em R$ 3 bilhões, é de responsabilidade da Vale, que apresentou em abril ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
A entrega dos documentos se deu após críticas feitas pelo vice-governador Ricardo Ferraço. Em um evento sobre logística, Ferraço foi contundente ao dizer que todos os prazos dados à Vale para a construção do Ramal Anchieta estavam vencidos.
“A Vale precisa cumprir com sua palavra. Já apresentou por diversas vezes e não honrou os prazos. A ANTT e o Ministério dos Transportes precisam enquadrar a Vale para que ela possa cumprir sua palavra”, cobrou Ferraço.
O fato de o Ministério dos Transportes inserir o Ramal Anchieta no leilão não exime a Vale de arcar com os custos. Ela teria que repassar o recurso à empresa que assumir a instalação da ferrovia.
A ideia era que a mineradora ficasse responsável pela construção, mas o mercado vê o arranjo como risco, então o governo estuda incluir a obra na concessão. “É um assunto que surgiu em todas as conversas com interessados. A ferrovia pode gerar concorrência à Vale, então há desconfiança de deixar a obra com o grupo. É o tema mais sensível”, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, ao Valor Econômico.
Sul do Estado
Presidente da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento Econômico do Sul Capixaba, o deputado estadual Dr. Bruno Resende, promoveu na terça-feira (1º) uma audiência pública em Anchieta para tratar dos grandes investimentos que estão previstos para a região, como a EF-118 e o Porto Central, em Presidente Kennedy.
Na audiência pública foi explicado como está o processo. “A Vale já se comprometeu com o governo do Estado e com o governo federal a fazer o investimento para o Ramal Anchieta e para o projeto executivo do segundo trecho, levando a ferrovia até o Estado do Rio de Janeiro. Porém, como bem explicou o vice-governador Ricardo Ferraço, nos últimos dias, o governo federal anunciou o plano de fazer a concessão da EF-118. A obra, portanto, deverá ser realizada pela futura concessionária, mas o trecho chamado de Ramal Anchieta deverá ser feito com recursos da Vale, que deverá fazer um aporte de aproximadamente R$ 3 bilhões para viabilizá-la, tornando o leilão mais atrativo, na visão do governo federal”, disse o deputado.
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