Governo faz pregão da Oficina Única


A Secretaria de Estado de Administração (Sad) realizou ontem um pregão para contratação da empresa que ficará responsável pela manutenção da frota oficial do Estado do pólo Cuiabá e Várzea Grande. A empresa previamente habilitada foi a Dipese, de São Paulo, que apresentou o menor preço: R$ 24 a hora de serviço.
Funcionando desde maio de 2004, a Oficina Única do Estado centraliza os consertos dos carros oficiais. A sessão pública aconteceu em função da rescisão de contrato com a empresa ARP Campos ou “Cássio Car”, de propriedade de Cássio Campos, preso em agosto pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro forjando a execução de consertos e compra de peças para viaturas da polícia.
Também foram presos o coronel da PM Élcio Hardoin, o major Paulo Costa, ex-diretor da Oficina Única, e José Martinho Filho, diretor do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp). Eles já estão em liberdade.
Conforme o secretário adjunto de Administração, Romeu Honorato Mendes, na próxima semana uma equipe técnica da Sad vai até São Paulo conhecer a estrutura da empresa. “A visita acontece na próxima segunda-feira e vamos verificar se a empresa tem estrutura compatível para atender a necessidade do Estado”, disse. A empresa apresentou todos os requisitos exigidos no edital do processo licitatório.
Se a Dipese, que presta serviços para outras empresas do Estado, passar pelo crivo dos técnicos o contrato será homologado. Caso contrário o processo será considerado frustrado e um novo pregão deverá acontecer.
Participaram da sessão pública seis empresas, sendo a Dipese e outras cinco de Cuiabá: Mercebens, Tricap, JB Pneus, ALC Auto Center e Coopersetra. Todas apresentaram atestado de fé pública.
Por falta de documentação, as empresas Tricap, Coopersetra e JB Pneus foram desclassificadas. Na disputa, as outras duas ofereceram preços acima da Dipese. A ALC cobrou R$ 30 a hora de serviço e a Mercedes R$ 50.
Conforme Romeu Mendes, contrato será válido por 12 meses, podendo ser renovado por igual período. O valor é de R$ 2,1 milhão por ano. Se o processo for homologado, a Disepe será responsável pela manutenção de 1.400 veículos oficiais do pólo Cuiabá e Várzea Grande. No interior, há mais nove oficinas.
Além disso, a empresa prestará apenas a mão de obra. Não houve cotação de peças. “Já existe um registro de peças vigente”, comentou. Romeu Mendes acredita que este desmembramento irá permitir maior controle. “Teremos na verdade um serviço fiscalizando o outro”.
FRAUDE - A investigação do esquema de fraude no conserto de viaturas teve início a partir de uma solicitação feita ao Gaeco pelo gabinete do governador Blairo Maggi. Uma das irreguralidades constatadas pelo Gaeco foi que no “conserto” de uma única viatura, modelo Blazer, houve gastos de R$ 79 mil, dinheiro que seria suficiente para comprar uma zero-quilômetro do mesmo modelo. E ainda, o uso do um orçamento de um outro veículo, no valor de R$ 439, para atestar uma nota “fria” que levou ao pagamento de R$ 19 mil.


01/10/2005

Fonte: Diário de Cuiabá

 

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