Governo duplica recursos para modernizar aeroportos


Os investimentos anuais em modernização e ampliação dos aeroportos mais do que dobraram no governo Lula. Eles passaram de R$ 433 milhões em 2002, último ano da administração de FHC, para R$ 871 milhões - estimativa de verbas disponíveis neste ano.
A duplicação dos recursos para investimentos da Infraero, estatal que administra 67 aeroportos no país, garantiu ritmo inédito de obras em terminais de passageiros, novas pistas de pouso e reformas das já existentes. Entre os grandes projetos estão a expansão do aeroporto de Brasília, a construção de novo terminal de passageiros no Recife, a remodelação de Congonhas e um moderno terminal de cargas em Manaus. Parte dos projetos possuem gastos que estão sendo questionados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) .
Com a aviação comercial brasileira crescendo a taxas altíssimas, contudo, o maior volume de recursos não levou necessariamente mais conforto aos passageiros. A utilização da capacidade instalada nos aeroportos continua em 81% - próxima a de quatro anos atrás.
Isso é explicado pelo aumento do fluxo de passageiros no Brasil, em um ritmo superior a média mundial, onde para cada ponto percentual de expansão da economia, o fluxo de passageiros aumenta de 2,3% a 3%. Como companhias de baixo custo entraram no setor no Brasil, o transporte aéreo popularizou-se mais. O mercado de vôos domésticos cresceu 12% em 2004 e 25% em 2005. Apesar da crise da Varig, o crescimento acumulado nos sete primeiros meses deste ano chega a 17,3% - o indicador usado pela Agência Nacional de Aviação Civil é o número de passageiros por quilômetro voado, que pondera a demanda pela distância percorrida em cada rota.
Sem novos investimentos, os aeroportos estariam saturados em três ou quatro anos. Para manter o ritmo de obras em um período de orçamento insuficiente, a estatal encontrou formas criativas de reforçar o caixa. Contou, para isso, com o prestígio dos seus dois presidentes no Planalto. O ex-senador e neopetista Carlos Wilson, oriundo do PTB e agora candidato a deputado federal, tornou-se interlocutor próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Wilson ficou na Infraero até março e foi substituído pelo tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, experiente militar da Aeronáutica, que há tempos mantém excelentes relações com Lula. Em 2005, o mecanismo encontrado para aumentar o volume de investimentos foi um aporte pela União de R$ 350 milhões no capital da empresa. Neste ano, ameaçada de diminuir a velocidade de obras, a estatal firmou convênio com o Ministério do Turismo e recebeu R$ 350 milhões, destinados a investimentos.
O passageiro também teve que dar sua contrapartida. As tarifas de embarque dos vôos domésticos, congeladas desde 1997, aumentaram até 114% no ano passado. Nos aeroportos de grande porte, a taxa saltou de R$ 9,15 para R$ 19,62.
Os reforços na área financeira permitiram à Infraero manter o ritmo puxado das obras em andamento. 'Não vamos desacelerar nada', diz a diretora de engenharia da estatal, Eleuza dos Santos Lores. Destacam-se as reformas de Santos Dumont e de Congonhas, a conclusão de terminal de cargas em Fortaleza e a construção de aeroportos em Vitória e Goiânia.
A diretora da Infraero reconhece que os recursos disponíveis não permitem desengavetar projetos relevantes, como a recuperação do terminal 1 do Galeão, a ampliação da pista de Curitiba, um novo terminal de cargas em Porto Alegre, além dos novos aeroportos de Florianópolis e Natal. A estatal anunciou a intenção de lançar, até o fim de dezembro, o edital de licitação para o terceiro terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos.


21/09/2006

Fonte: Infomet

 

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