O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (6) a destinação de R$ 6,6 bilhões para comprar mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BionTech contra o coronavírus. O valor aparece em edição extraordinária do Diário Oficial da União que divulgou a dispensa de licitação para compra do imunizante.
Quando for assinado, será o segundo contrato do governo federal com a fabricante. Atualmente, o Ministério da Saúde já tem uma acordo para a aquisição de 100 milhões de doses, cujo primeiro lote chegou ao país no final de abril deste ano.
A vacina da Pfizer já foi alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal: ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde.
Em dezembro, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas. As doses da Pfizer precisam ser acondicionadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias.
Vacina da Pfizer chega ao Brasil
O primeiro lote com 1 milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech comprado pelo Brasil chegou ao centro de distribuição do Ministério da Saúde em São Paulo no dia 29 de abril. O restanto do que foi acordado está previsto para ser entregue no segundo semestre deste ano.
Por conta do curto espaço de tempo e das exigências de armazenamento, o Ministério da Saúde recomendou que as vacinas do primeiro lote fossem distribuídas entre as 27 capitais do país de maneira proporcional e igualitária.
As 500 mil doses iniciais, referentes à primeira etapa da imunização já foram distribuídas entres as capitais. O restante permanecerá armazenado na central de logística do Ministério da Saúde, em Guarulhos, e servirá para a segunda dose.
Quando guardada por longos períodos, a vacina da Pfizer precisa estar a – 80ºC. Mas, as entregas aos estados estão sendo feitas em caixas com bobinas de gelo seco, que mantém a temperatura entre -25ºC e – 15ºC, capazes de conservar a vacina por até duas emanas.
O governo destinou a vacina ao grupo que comorbidades: a gestantes, a mães que acabaram de dar à luz e a pessoas com deficiência permanente. Mas estados e municípios poderão promover mudanças seguindo as estratégias locais.
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