O governo do Rio Grande do Sul anunciou ontem, quatro dias depois do protesto de professores estaduais em frente à casa da governadora Yeda Crusius (PSDB), a construção em caráter emergencial de um prédio para substituir uma "escola de lata" em Porto Alegre.
Os 380 alunos da Escola Estadual General Neto estudam, desde junho do ano passado, em uma "escola de lata" -estrutura de metal semelhante a um contêiner.
Os módulos metálicos, implantados na administração Yeda de forma provisória, foram um dos motivos do protesto. Existem cinco escolas deste tipo no Estado.
Yeda classificou o protesto como "político" e acusou os professores de "torturarem crianças", por bloquearem o portão de sua casa e, segundo ela, impedirem seus netos de ir à escola. Seis pessoas foram detidas -acusadas de perturbação da ordem, tentativa de invasão e constrangimento- e soltas depois.
A obra na escola foi autorizada há 15 dias, segundo a diretora Simone da Rocha, mas a cerimônia em que foi feito o anúncio, ontem, foi agendada na sexta-feira.
A diretoria da escola fez uma denúncia em abril deste ano ao Ministério Público Estadual sobre a demora na construção do prédio. No mesmo mês, o órgão determinou que a obra fosse feita sem licitação. As obras serão retomadas em cinco dias.
Cerca de 30 policiais compareceram ao evento, mas não houve protestos.
21/07/2009
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