A empresa Furnas Centrais Elétrica abriu licitação para contratar empresa para fazer o projeto de uma ponte para ligar os municípios de Cássia e Delfinópolis, em Minas Gerais. A obra é reivindicação antiga. Atualmente, a travessia sobre o rio Grande é realizada por três balsas que não dão conta de atender o fluxo de veículos, além de sempre apresentarem problemas.
Localizada a cerca de 100 quilômetros de Franca, Delfinópolis é um dos destinos turísticos mais concorridos da região. A grande demanda de motoristas, longas filas, necessidade de manutenção constante e dificuldade de acesso nos períodos de chuva têm tornado insustentável a travessia por balsas. Em dias de feriados, o município costuma atrair 5 mil veículos e a espera para atravessar de uma cidade a outra chega a quatro horas.
Moradores de Delfinópolis já fizeram campanhas pela internet e abaixo-assinado pedindo a construção de uma ponte. Conseguiram mais de 10 mil assinaturas. Em 2014, Furnas já havia prometido apresentar um projeto para a Prefeitura local.
A promessa começou a sair do papel agora. No dia 4, a empresa abriu a licitação para contratação do projeto básico. O prazo para a entrega das propostas vence dia 23. Mas, muita água ainda vai ter que passar debaixo das balsas antes que a esperada ponte se torne realidade. Furnas será responsável apenas por apoiar a elaboração do projeto de engenharia para construção. Caberá à Prefeitura de Delfinópolis buscar os recursos necessários para a viabilização do empreendimento. É aí que começam os problemas.
A ponte terá cerca de 1,3 mil metros e o município não tem recursos para bancar a obra. “Levantamentos ainda estão sendo realizados, mas é certo que o custo será altíssimo. Não temos a menor condição de fazer a ponte com recursos próprios. A alternativa será buscar parcerias e correr atrás da ajuda de deputados e do governo”, disse Vanessa Samora Ribeiro Fernandes, secretária de Administração de Delfinópolis.
Enquanto a ponte não sai, obras paliativas são realizadas. Furnas iniciou a construção dos ancoradouros de concreto para atracação das balsas. A empresa afirma que investirá R$ 4 milhões na pavimentação e ampliação dos atracadouros, que hoje são de terra, para garantir mais segurança e agilidade no embarque e desembarque de veículos, cargas e pessoas. A previsão é que a obra fique pronta em seis meses. Com a melhoria, acredita-se que o tempo de espera e duração das travessias deva ser reduzido.
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