Fracassa leilão da Sabesp para compra de energia




SÃO PAULO - A estatal de águas e saneamento de São Paulo, Sabesp, ensaiou na semana passada se tornar uma consumidora livre de energia, sem sucesso. A empresa promoveu um leilão de compra de eletricidade de terceiros na quinta-feira, mas não houve uma oferta considerada satisfatória pela companhia.
A Sabesp queria adquirir um lote de 100 megawatts e pediu R$ 52 por megawatt hora, mas as três empresas que fizeram lances ofereceram valores acima do patamar considerado satisfatório pela estatal. O valor mais baixo foi o da oferta feita por Furnas, de R$ 68 o megawatt hora. Outras duas estatais paulistas da área de energia também fizeram lances. A Cesp pediu R$ 81 e a Emae R$ 81 por megawatt hora.
O secretário de Energia e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, que também preside o conselho de administração da Cesp, da Emae e da Sabesp, afirmou que haverá uma reunião do conselho da Sabesp nesta semana para definir se a estatal fará ou não um novo leilão.
A companhia de saneamento é hoje a maior consumidora de energia de São Paulo e tem uma despesa anual de cerca de R$ 360 milhões com energia elétrica. Se conseguisse comprar pelo preço pedido no leilão, os seus custos com aquisição de energia baixariam para R$ 104 milhões por ano, já que o consumo anual da companhia é de dois milhões de megawatts hora, segundo informações publicadas no balanço contábil da empresa no segundo trimestre do ano.
O contrato de fornecimento de eletricidade entre a estatal e as concessionárias de distribuição de energia do Estado, dentre as quais a Eletropaulo, Elektro, CPFL Paulista, CPFL Piratiniga e Bandeirante expira em 1º de outubro. A Sabesp poderá renovar os contratos com as distribuidoras ou fazer uma nova licitação de compra. Se mudar de fornecedor, a empresa de saneamento terá de pagar às distribuidoras o aluguel pela sua rede, a chamada " tarifa fio " .
Além das cinco maiores distribuidoras de energia do Estado, a Sabesp compra o insumo de outras 11 companhias de menor porte que atuam no interior de São Paulo. A Elektro é a maior fornecedora para a estatal , com 40 MW médios vendidos.
Nenhuma comercializadora de energia participou da licitação ofertando contratos à Sabesp. Hoje, essas empresas estão " roubando " cada vez mais clientes das empresas tradicionais de distribuição. Arce justificou a falta de apetite das empresas em ofertar à Sabesp devido à proximidade do megaleilão de energia que o governo pretende fazer, onde 75% da energia comercializada no país deverá ser contratada. As regras desta megalicitação estão em audiência pública.
O objetivo do governo paulista era fazer com que a Cesp ou a Emae vendessem diretamente à companhia de saneamento. Para isto, a diretoria da Sabesp enviou no início do ano passado cartas às distribuidoras, assinadas pelo então presidente da Sabesp, Mauro Arce , pedindo a rescisão dos contratos.
Hoje a Cesp está com grande parte da energia que produz sem comprador. A falta de interessados ocorre por causa da retração no consumo após o racionamento de energia em 2001, o que ocasionou uma sobreoferta. O excesso é escoado para o Mercado Atacadista de Energia (MAE), onde os preços estão depreciados, na faixa dos R$ 18 o megawatt hora.


27/09/2004

Fonte: Valor Online

 

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