A Bolívia está longe de viabilizar o contrato de exportação de 27,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia para a Argentina. Esse contrato, de 20 anos, assinado em 2006 pelos presidentes Evo Morales e Néstor Kirchner, teve o preço do gás fixado em US$ 5 por milhão de BTU e tem sido usado pela Bolívia como parâmetro na negociação com a Petrobras para aumentar o preço para o Brasil.
Licitação encerrada nesta semana, a primeira tentativa do governo boliviano de elevar a produção de gás no país, resultou em fracasso. A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) não obteve ofertas de gás suficientes para atender o contrato com a Argentina e fará nova concorrência em 180 dias.
As petroleiras que exploram as maiores reservas de gás da Bolívia, entre elas Petrobras, Repsol, BG e Total, ficaram de fora da convocação para assinatura dos contratos. Foram aprovadas propostas de quatro empresas que se propuseram a elevar a produção de gás em 19 campos até 2026: Chaco, Vintage Petroleum, Pluspetrol e Won.
26/01/2007
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