O prefeito José Fortunati reuniu-se nesta quarta-feira, 11, com o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Mauricio Muniz, para tratar dos recursos para as obras do metrô. No encontro, que ocorreu no Ministério do Planejamento, em Brasília, o chefe do executivo pediu uma definição sobre a proposta de divisão do aporte de R$ 2,3 bilhões solicitado ao governo federal. “Falta pouco para que a Prefeitura de Porto Alegre e o governo federal cheguem a um acordo. Mas é um momento decisivo. Quanto será destinado pelo Orçamento Geral da União e o montante que será financiado é o que vai determinar a viabilidade do metrô”, disse o prefeito.
O secretário do PAC afirmou que a proposta da União deve ser apresentada em breve. “Estamos finalizando alguns ajustes financeiros e esperemos que logo possamos ter um novo retorno sobre o projeto”, disse Muniz.
Para Fortunati, o assunto é urgente. Mas o prefeito está otimista, pois outras capitais também estão sendo contempladas com recursos para obras de mobilidade. “A presidenta anunciou os recursos de mobilidade urbana em São Paulo e Belo Horizonte e deve anunciar hoje no Rio de Janeiro. Estamos na fila e queremos que essa fila ande rápido. Precisamos de uma definição para anunciarmos a nova proposta de manifestação de interesse, já com o valor ajustado. Isso leva cerca de 4 meses para ser feito e é a base fundamental para o edital de licitação”, concluiu.
Sobre o metrô - O prefeito formalizou, em julho deste ano, a proposta de ampliação do aporte de recursos federais no projeto do metrô da Capital. O montante da proposta é de R$ 2,3 bilhões, atualizando o orçamento do projeto, que prevê o repasse de R$ 1 bilhão já confirmado pelo governo federal e outros R$ 700 mil divididos em um financiamento a ser pago pela prefeitura e o governo do Estado.
O projeto - O metrô de Porto Alegre está baseado em um modelo de integração com os sistemas BRTs (transporte rápido de ônibus) e com o Trensurb. Com extensão de 14,88 quilômetros, a primeira fase de implantação prevê 13 estações, distribuídas entre as proximidades da Esquina Democrática e a Fiergs, na zona Norte. Com tecnologia baseada em um metrô leve com alimentação elétrica, estima-se que o transporte atenda diariamente 300 mil usuários, ampliando a oferta de transporte coletivo e estimulando a redução do uso do automóvel. O traçado projetado passa pelas avenidas Borges de Medeiros (extensão Rua da Praia), Voluntários da Pátria, Farrapos, Cairu, Brasiliano de Moraes e Assis Brasil.
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