Estado lança edital para conclusão de obras da rodoviária


A Secretaria Estadual de Infra-Estrutura e Habitação (Seinfra) lançou ontem o edital – o quarto desde o início da obra – da licitação para a conclusão do prédio da nova rodoviária de Campo Grande, no Jardim Cabreúva. A concessão onerosa será por 25 anos em troca do investimento de R$ 9 milhões para concluir o prédio.
Segundo a coordenadora de Licitações da Seinfra, Osana de Lucca, novo edital será publicado nos próximos dias para alterar a data da abertura das propostas, de 11 (feriado da divisão) para 6 de outubro deste ano. Este prazo está no limite da data determinada pelo juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Dorival Moreira dos Santos.
O edital 012/06 prevê a concessão dos serviços de administração, operação, conservação, manutenção e exploração comercial do terminal rodoviário de Campo Grande. Em troca desta administração, a empresa deverá concluir as obras já realizadas pelo Governo do Estado. Como o prédio inacabado, paralisado desde o fim de 1994, recebeu investimento de R$ 15 milhões, o Ministério Público Estadual interviu para obrigar o Poder Executivo a não dar outra destinação para o "elefante branco". O governador José Orcírio dos Santos (PT) planejava transformá-lo em centro cultural e esportivo.
Tornou-se uma novela a conclusão das obras do Parque do Produtor e do terminal rodoviário, paralisadas há 12 anos após o investimento de R$ 22 milhões. Com o lançamento do edital da rodoviária, José Orcírio só deixará uma obra parada para o sucessor, no caso, o Parque do Produtor, que seria transformado em agência do Detran.

Cronologia
A primeira licitação foi feita em 26 de abril de 1993, na gestão do então governador Pedro Pedrossian (PMDB). Na época, a Prefeitura de Campo Grande não viu nenhum óbice para a execução das obras no Jardim Cabreúva.
Por falta de recursos, Pedrossian paralisou a obra em novembro de 1994. Em fevereiro de 1998, com 75% da obra executada e R$ 7,4 milhões investidos, o governador na época, Wilson Martins (PMDB), rescinde o contrato com a Estacon. Com base em cálculos de junho do mesmo ano, o Governo lança a segunda licitação para o acabamento do prédio, orçado em R$ 2,5 milhões. A única participante, a Socicam, foi desclassificada.
Ao assumir o Governo, em março de 1999, o governador José Orcírio atualiza o valor investido, R$ 15,1 milhões, e lança a terceira licitação. O consórcio Rodocampo vence a concorrência, e assina o contrato em julho de 2000. Em outubro do mesmo ano, sob a gestão de André Puccinelli (PMDB), a prefeitura da Capital embarga a obra e exige investimento de R$ 43 milhões. Faltando três meses para concluir o mandato, o Governo lança a quarta licitação para tentar concluir a obra da rodoviária.


07/09/2006

Fonte: Correio do Estado (Campo Grande, MS)

 

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