Estado abre duas licitações para poços em aldeias indígenas de Japorã e Tacuru


O governo de Mato Grosso do Sul abriu duas licitações para obras de abastecimento de água nas aldeias Porto Lindo, em Japorã, e Jaguapiré, em Tacuru. Os editais foram publicados pela Sanesul com recursos próprios e da Itaipu Binacional. As propostas serão abertas em julho. As obras incluem perfuração de poços tubulares profundos. Outras licitações para aldeias em Dourados foram lançadas em maio, com custo estimado de R$ 8,9 milhões.

A licitação nº 020/2026 prevê a contratação de empresa para executar obras de ampliação e melhorias no sistema de abastecimento de água da Aldeia Porto Lindo. A abertura das propostas está marcada para o dia 8 de julho, às 9h, e o prazo para protocolo vai até 7 de julho, às 17h, na Gerência de Licitações e Contratos da Sanesul.

Já a licitação nº 026/2026 trata das obras na Aldeia Jaguapiré, em Tacuru. A sessão de abertura será no dia 15 de julho, às 9h, com recebimento das propostas até 14 de julho, às 17h.

Os editais incluem serviços de perfuração de poços tubulares profundos, com execução em solo e rocha sedimentar, instalação de revestimentos em aço e PVC (policloreto de vinila), aplicação de filtros, além de testes de bombeamento e desenvolvimento dos poços com sistema Air Lift. Entre os serviços previstos estão perfurações com diâmetro superior a 24 polegadas e profundidades que somam dezenas de metros.

Outros investimentos - As novas licitações se somam a outros investimentos recentes voltados ao abastecimento de água em comunidades indígenas do Estado. Em maio deste ano, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) lançou licitações para construção de dois “superpoços” nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados.

As duas aldeias ficam a cerca de 8 quilômetros do Centro de Dourados e reúnem mais de 25 mil moradores em uma área de aproximadamente 3,5 mil hectares. Caso fossem um município, corresponderiam ao 20º mais populoso de Mato Grosso do Sul.

Segundo os editais publicados em maio, os dois superpoços terão custo estimado de até R$ 8,9 milhões. As estruturas fazem parte de um sistema completo de abastecimento, com reservação e rede de distribuição.

Em entrevista anterior ao Campo Grande News, o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, afirmou que os projetos foram dimensionados como sistemas urbanos de médio porte devido ao tamanho da população atendida.

“Cada aldeia vai ter um superpoço. Então, nós vamos fazer dois sistemas independentes, cada um com um superpoço de vazão grande, rede de distribuição para todas as unidades de moradia e um sistema pesado de reservação”, afirmou Renato.

Segundo Renato, os poços terão maior profundidade e capacidade de vazão para atender à demanda das comunidades. “É praticamente como se a gente pegasse um município que não tivesse nada de água e providenciasse toda a estrutura do zero”, disse.


03/06/2026

Fonte: Campo Grande News

 

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