O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou nesta quarta-feira que a saída da usina de Tapajós, no Pará, do leilão A-5 do próximo mês não afetará a demanda prevista para o certame. Ele avaliou que houve "mal entendido" de comunidades indígenas sobre o processo de consulta e licenciamento do projeto.
"Nunca se pensou em licitar sem ter o acordo da Funai. Mas tem um problema de compreensão das comunidades indígenas que acham que a decisão já tá tomada. Estávamos fazendo em paralelo. Na hora do leilão, se tivesse a licença, faríamos. Se não, parava", explicou Tolmasquim. Segundo ele, agora será necessário mais tempo para que "tudo ficar sólido e ninguém achar que foi feito com atropelo".
"A usina vai ser feita passando por todos os trâmites, passando por consulta pública, consulta aos indígenas. Se é necessário um pouco mais de tempo, vai atrasar um pouco a licitação", completou, sem indicar uma nova data para o leilão.
Ainda de acordo com Tolmasquim, que mediou um painel sobre oferta de gás no País durante a Rio Oil & Gas, a previsão era que a usina ofertasse energia a partir do final de 2020.
"Essa usina estava planejada para dezembro de 2020, e não para 2019, como é a demanda para o leilão A-5. Então, não muda nada, nem oferta nem demanda. Para o ano que vem, se não tivermos a licença para leiloar no início do ano, aí vamos ter que substituir por outras fontes", completou.
17/09/2014
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