A entrega dos cerca de 95 terrenos do 10º Distrito Industrial de Araraquara, prometida para acontecer em fevereiro, foi adiada para 2013 por conta de trâmites burocráticos.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Roberto Cardozo, a Prefeitura cumpriu todos os prazos e entregou a documentação necessária à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) para análise de viabilidade, uma vez que o local fica sobre área de manancial.
O Executivo também enviou para a Nossa Caixa Desenvolvimento — Agência de Fomento do Estado de São Paulo S/A —, os documentos necessários para financiamento de R$ 3 milhões, valor aprovado pela Câmara Municipal, equivalente a dois terços do estimado para as obras. "Os R$ 1,5 milhão restantes virão de recursos próprios do Município", diz Cardozo.
Agora, cabe a essas entidades analisarem os relatórios enviados para que o processo de licitação tenha início. "Acredito que em 20 dias o banco libere o financiamento, mas não quero estimar prazos, pois podem acontecer imprevistos", diz Cardozo.
Ano eleitoral
Cardozo lembra que, mesmo com o 10º Distrito Industrial concluído, nenhum lote poderá ser entregue às empresas contempladas. Isso porque 2012 é ano eleitoral e a lei proíbe a permissão de uso onerosa de áreas públicas até 31 de dezembro.
Ele explica que, quando recebem um lote, as empresas podem usar o espaço gratuitamente por tempo indeterminado, mas, quando saem, o local é devolvido ao Município. "É uma espécie de comodato, mas em 2012 está proibido", finaliza.
R$ 4,5 mi
É o valor orçado para a construção do 10º Distrito Industrial, que irá abrigar cerca de 95 micro e pequenas empresas na cidade
Terreno é o item mais barato
Para a diretora regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Eneida Miranda de Toledo, o fato de ter sido adiada a entrega do 10º Distrito Industrial não deve atrapalhar em nada a vinda de grandes empresas para Araraquara.
Ela diz que, no cômputo geral, quando uma empresa vai se instalar em uma determinada cidade, o terreno — exatamente o bem fornecido por meio dos distritos industriais — acaba por ser o item mais barato de todo o processo. "Quando os investimentos são postos na ponta do lápis, fica evidente que construção e manutenção saem bem mais caros", diz.
Eneida também avalia que, se a cidade tiver um distrito industrial bem feito, com infraestrutura completa, será bem melhor para as empresas que vierem. "Portanto, é melhor esperar que fique pronto", diz a diretora do Ciesp.
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