Enertrade vence disputa para exportação de eletricidade ao Uruguai


São Paulo - A Enertrade Comercializadora, empresa do grupo EDP, foi a vencedora da licitação para a venda de 70 megawatts (MW), durante seis meses, para o Uruguai. Além da empresa, El Paso Comercializadora, Tractebel Energia, Eletrobrás, CPFL Comercialização, AES Tietê, Furnas e Chesf enviaram propostas.

Segundo as regras estabelecidas pela Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas (UTE), órgão uruguaio responsável pela licitação, venceria a proposta de menor preço para o custo de administração do fornecimento. A Enertrade propôs R$ 0,44 por megawatt-hora (MWh). O custo da energia será estabelecido semanalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Inicialmente, a energia - fornecida através da subestação Rivera-Livramento - será produzida por térmicas. Dependendo do nível de água nos reservatórios do Brasil, o ONS poderá permitir o fornecimento de energia hidráulica. O órgão ficará responsável por avaliar, semanalmente, a disponibilidade de energia no País. O fornecimento, previsto para até o dia 30 de novembro, não tem data marcada para iniciar. Depende da assinatura do contrato, que pode acontecer ainda esta semana, e sua aprovação pelo Tribunal de Contas do Uruguai.

O contrato de exportação de energia para a Argentina também pode ser assinado ainda esta semana. A Compañia Administradora del Mercado Mayorista Electrico Sociedad Anonima (Cammesa) deve anunciar oficialmente entre hoje e amanhã as empresas vencedoras da licitação para o fornecimento de 500 MW durante seis meses. Furnas, Tractebel Energia, Chesf e Cachoeira Dourada enviaram propostas. A escolha é pelas empresas que ofertaram o menor custo de fornecimento, por tipo de energia (térmica ou hidráulica). Estima-se que o valor fique em torno de US$ 10 por MWh.

O presidente do conselho do Mercado Atacadista de Energia (MAE), Antônio Carlos Machado, explica que o valor mais elevado no custo do fornecimento para a Argentina, em relação ao da licitação uruguaia, ocorreu porque, no caso da Argentina, quem arcará com os custos variáveis são as empresas brasileiras. "Enquanto o Uruguai se comprometeu a pagar pelos custos da rede básica e perdas do sistema, a Argentina entendeu que esses custos são do comercializador, o que gerou um risco maior para quem participou dessa licitação", disse.

Desde o início de maio o Brasil já vende energia aos dois países, em regime emergencial. Acordo fechado entre os governos brasileiro, argentino e uruguaio previa o fornecimento apenas até o final de maio. No entanto, não deverá haver interrupção das exportações, pois o Ministério de Minas e Energia teria se comprometido a manter o fornecimento até que as empresas escolhidas tenham permissão para iniciar suas vendas.


31/05/2004

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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