As discussões sobre a ampliação dos trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo, no trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, reiniciam nesta segunda-feira (30.09) com o 1º Encontro para Debater os Estudos de Projeção Econômica. Realizado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), o evento acontece na Sala de Reunião Governador José Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
Os debates vão contar com a participação de representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Universidade Federal de Santa Catarina (Fusc) – patrocinadora e realizadora dos Estudos de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) dos trechos ferroviários Rondonópolis/Cuiabá e Cuiabá/Santarém.
Também vão marcar presença lideranças de segmentos produtivos, como a Aprosoja, Fiemt, Fecomércio, CDL, entre outras entidades de classe. A ANTT, órgão patroninador dos estudos realizados pela Fusc, cumpre o calendário firmado com o Governo do Estado. Os levantamentos deverão estar concluídos até abril do ano que vem. Após esta fase, tem início a contratação do projeto básico e as audiências públicas, necessários para a abertura da licitação.
O tipo de certame não está definido, mas será no novo modelo de concessão, que, além de separar as diversas atividades do setor, distingue o prestador de serviços de operação e manutenção da malha do encerregado pelo transporte, o que irá possibilitar a participação de vários transportadores no mesmo trecho. Pode-se falar até mesmo em transporte de passageiros. O modelo de concessão tem ainda a garantia por parte do Governo Federal da aquisição do direito de uso (compra integral da capacidade operacional), fator que garante o retorno dos investimentos.
Além do trecho entre Cuiabá e Rondonópolos, no encontro serão abertos espaços para se debater a ferrovia com foco no trecho Cuiabá – Santarém, que será motivo de um segundo encontro a ser realizado em Sinop, no dia 1º de outubro.
Esta ferrovia vai possibilitar o escoamento da produção pelo Porto de Itaqui(MA). Mesmo assim, Mato Grosso exige mais, principalmente tendo em vista a produção mineral, como o ferro e o manganês, além da necessidade de suporte para investimentos na construção de siderurgia, conforme já sinalizaram interesse empresários chineses.
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