Brasília – Metas mínimas, definidas em lei, podem fazer da sustentabilidade um dos principais requisitos para as compras públicas. Para o coordenador do Fórum de Lideranças Executivas de Órgãos Federais no Rio de Janeiro (GesRio), Renato Cader, a obrigatoriedade de aquisição de produtos sustentáveis pode ser o caminho para vencer a resistência de alguns gestores públicos.
“Não é fácil tentar convencer os gestores públicos. Mas, quando você tem obrigação de comprar um mínimo, nem que sejam 3% de itens sustentáveis, já é um avanço. Se deixar como está, muitos gestores ficam na zona de conforto, alegando que esses produtos são mais caros ou de menor durabilidade”, disse Cader.
O assunto é um dos temas que estão sendo tratados, em Brasília, no Encontro sobre Compras Públicas Sustentáveis, considerado parte dos eventos preparatórios da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Cader liderou o GesRio nas duas compras de produtos sustentáveis compartilhadas por órgãos como Jardim Botânico, Polícia Federal, Fundação Casa Rui Barbosa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), Ministério da Fazenda, Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz), Dataprev e Agência Nacional de Cinema (Ancine). “Tivemos como resultado uma economia de 49,89% na aquisição dos produtos. É muito mais fácil agora vender a ideia para os outros órgãos públicos. Alguns itens, como envelope reciclado, nós compramos mais barato que produtos convencionais”, garantiu.
26/04/2012
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