Amparadas pela lei de licitações, várias empresas entraram com impugnações contra o pregão presencial para contratação de empresa para gerenciar os radares em Campo Grande nos próximos dois anos.
“Esse é um problema de sempre. A lei é um tanto injusta para os órgãos públicos. Ela permite que as pessoas entrem com recursos dois dias antes da abertura e as empresas deixam para mandar tudo no finalzinho do prazo”, lamentou o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine Bruno.
A Diretoria-Geral de Compras e Licitação (Dicom) não sabe especificar quantas empresas apresentaram questionamentos nem o conteúdo das impugnações, mas, em razão de falta de tempo para responder a todos os procedimentos até a abertura da proposta, que estava prevista para ontem, foi necessário suspender a licitação pela segunda vez em seis meses.
Janine explica que o município tem obrigação de responder a todas as empresas que ingressaram com o recurso. “É uma prática muito comum de muitas empresas. A lei permite e a gente fica nessa berlinda. Por isso é tão difícil. Quem perde com isso é a cidade”, ressaltou.
26/04/2018
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