A concorrência pública número 22 da Prefeitura de Marília para contratar empresa de fornecimento de insumos e gerenciamento da merenda escolar este ano finalmente desmascarou outro foco grave de corrupção nos esquemas de licitação.
O empresário Remigio Gallo denunciou vícios e empecilhos criados no edital e que visariam a beneficiar empresa que vence a concorrência há quatro anos sob contrato que tem irregularidades e preços superfaturados.
O negócio envolve valor médio de R$ 3.323.400,00 - equivalente para construção de três grandes escolas novas - que seria destinado a produzir e fornecer merenda escolar a 38 escolas municipais num total de 23.100 refeições ao dia.
A única empresa que vence a licitação é a SP Alimentação e Serviços e a desclassificação de concorrentes foge às normas legais. A Prefeitura de Marília vai gastar R$ 1 milhão a mais com a merenda escolar para contratar a empresa vencedora. A licitação e contrato de 2003 do governo Camarinha foram julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado.
“Quiseram me corromper. Deixei claro que não queria ser eliminado por sacanagem e que iria participar e dentro da legalidade e com os mesmos direitos e obrigações dos demais concorrentes”, afirmou Remigio Gallo. O caso é investigado pelo Ministério Público Estadual e pela Procuradoria da República em Marília.
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