Porto Alegre - O problema envolvendo o lixo hospitalar da Capital, que se arrastava desde junho de 2003, terá um solução definitiva. A prefeitura assinou o contrato com a empresa Cavo Serviços e Meio Ambiente, que fará o tratamento das cinco toneladas diárias de resíduos de serviços de saúde potencialmente infectantes em Porto Alegre. Vencedora da licitação que teve a participação de outras cinco empresas, a Cavo, da cidade de São Paulo, será instalada no Distrito Industrial da Restinga e deverá entrar em operação no prazo aproximado de 30 dias.
O sistema usado para a desinfecção é o de microondas. O processo consiste em depositar o lixo hospitalar num triturador. Depois, é injetado vapor a 150 graus centígrados, e, a seguir, os resíduos passam por uma exposição de microondas durante 30 minutos, que tem a função de desativar os microorganismos. Concluída essa etapa, os resíduos estarão em condições de serem colocados em aterros sanitários.
O lixo hospitalar da rede municipal de saúde estava sendo desinfectado em Santa Maria. O envio do material para o município fazia parte de uma medida emergencial da prefeitura da Capital. O acordo foi acertado entre o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e a empresa PRT, que realiza autoclavagem (esterilização). O deslocamento de uma tonelada de resíduos ocorreria uma vez por dia. Já aproximadamente quatro toneladas diárias geradas pelo restante dos estabelecimentos instalados na Capital são levadas para o aterro sanitário Santa Tecla, em Gravataí, cumprindo decisão judicial.
Nesta quarta, estavam presentes à assinatura do contrato o prefeito João Verle, o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Arnaldo Luiz Dutra, o presidente da Federação dos Hospitais do Rio Grande do Sul, Cláudio José Algayer, e o superintendente de Negócios da Cavo, Eduardo Castagnari.
No mesmo ato, a federação dos hospitais aderiu ao Termo de Compromisso com o DMLU para utilizar os serviços da Cavo na sua rede de filiados.
– Além de tratar o lixo hospitalar, a alternativa vai gerar 13 postos de trabalho com a instalação da empresa Cavo – disse Verle.
O presidente da federação dos hospitais também demonstrou satisfação:
– Este é o epílogo pelo qual, durante muitos anos, os hospitais de Porto Alegre buscaram o tratamento dos resíduos de serviços de saúde. O poder público chega a uma solução na qual os hospitais não poderiam deixar de aderir.
No mesmo Termo de Compromisso, o DMLU e os hospitais acordaram em fazer um encontro de contas relativo à aquisição de um incinerador no início da década de 1990. O documento estipula que o incinerador só não pôde ser utilizado na época por motivos alheios à vontade da administração municipal e dos estabelecimentos hospitalares.
A Cavo venceu a licitação com a proposta de R$ 750,00 por tonelada tratada, incluindo nesse valor o fornecimento ao DMLU de equipamentos apropriados para a coleta de lixo hospitalar, como elevadores de contêineres para caminhões de coleta, aumentando a segurança dos coletores e a qualidade do serviço.
28/01/2004
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