Dividir a cidade em "bacias ambientais" e organizar a coleta de lixo a partir dessas bacias. Essa foi a proposta apresentada pela Reuse Brasil, de Passo Fundo (RS), a sétima e última empresa a apresentar a sua proposta para a cidade na série de audiências públicas realizadas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina-PR, dentro do projeto Lixo Zero.
A empresa propôs criar em cada uma dessas bacias uma unidade denominada "Local de Entrega Voluntária" (LEV) de lixo, que funcionaria para a entrega de resíduos da logística reversa, como móveis e eletrodomésticos, além dos resíduos da poda dos jardins. Os LEVs funcionariam com a mesma lógica dos atuais Ecopontos, com a diferença de que essas unidades teriam funcionários para controlar a entrada dos resíduos. A divisão prevista seria em nove bacias.
Assim como outras empresas, a Reuse também falou em “conteinerização” da coleta, o que significa instalar contêineres por toda a cidade, incentivando os moradores a entregar o lixo nesses pontos. A empresa ressaltou que, em média, o londrinense coleta 21 quilos de material reciclável por ano, dez vezes mais que a média nacional, que é de 2 quilos/ano, mas que com investimento em educação ambiental, essa marca pode melhorar.
A Reuse propôs que todos os materiais recicláveis sejam entregues às cooperativas de recicladores, o que garante a manutenção do atual modelo de reciclagem. Os representantes da empresa acreditam que o volume de reciclável pode aumentar a partir dos programas de educação ambiental.
Ao final da sétima e última apresentação de projeto, no quarto dia de audiências públicas, o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, explicou que as propostas serão analisadas por uma comissão que representa 13 entidades de Londrina e que, na avaliação dele, “representam toda a sociedade londrinense” (veja o quadro).
O presidente da CMTU adiantou que será feita uma Parceria Público-Privada (PPP), porque a prefeitura não tem condições de fazer os investimentos necessários. “Calculo que o investimento seria de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões”, projetou. Geirinhas acredita que se a licitação for encerrada no primeiro trimestre de 2014, o projeto Lixo Zero começa a ser implantado no segundo semestre.
04/11/2013
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