Os 11 espaços para exploração comercial no Terminal Urbano de Marília estão em processo de licitação desenvolvido pela Emdurb, que passou a administrar o local desde setembro do ano passado. Pelo menos seis boxes já operam no Terminal há seis meses. Comerciantes temem perder os locais no processo licitatório.
Ontem, foram entregues envelopes com documentos de 25 interessados e nova data será definida para a entrega dos valores. Segundo Willian Marcheti, presidente da Emdurb, os comerciantes que já estão no local sabiam da licitação e estão operando com contratos emergenciais.
“Todos têm o direito de participar. É um espaço público que precisa de licença para operar. O mesmo ocorre com os boxes da nova rodoviária, assim que vencer o contrato, nova licitação será feita”, explica Marcheti.
A licitação não tem relação com o camelódromo. “São espaços dentro do terminal e do lado de fora, na área coberta”, diz.
Os comerciantes reclamam da medida, pois investiram no negócio e se perderem o espaço terão prejuízo. Adão de Almeida, 52, tem um negócio de lanches dentro do Terminal há seis meses. Diz ter investido cerca de R$ 35 mil e ainda está pagando por equipamentos e reformas.
“Quando comecei já sabia da licitação. Não posso ser contra a medida, apesar de querer garantir meus direitos. Será que quem entrar vai ressarcir meu investimento ou assumir as dívidas?”
Ele também reclama do aluguel pago à Emdurb. Atualmente diz pagar R$ 500 por mês. Após a licitação, o valor deve subir para R$ 770. Mesmo assim, Almeida pretende continuar no local e torce para vencer a licitação.
“Apesar dos valores exorbitantes, isso aqui é meu ganha pão. Montei o negócio para minhas filhas pagarem seus estudos”, revela.
Maiara Marília da Costa, 17, técnica em ótica, é funcionária de um estande. Ela considera a licitação e os preços de aluguel um absurdo e por isso nem participou do processo.
“Pagamos R$ 350. Vai para R$ 450. Isso é preço de loja em shopping center”, diz. Segundo ela, o estande funciona há sete meses no local e há três, opera com contrato emergencial. O prejuízo estimado por ela é de R$ 2.000.
23/05/2006
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