Em Paranaguá, melhorias aceleradas



Curitiba - Há várias obras em andamento no porto paranaense, para evitar os problemas de sempre. O porto de Paranaguá corre contra o tempo para atender o escoamento da próxima safra agrícola, que começa em fevereiro. Principal porto graneleiro do País, o terminal sofre, a cada ano, com as filas de caminhões de até 130 quilômetros formadas ao longo da rodovia que dá acesso à cidade. Na época, o movimento diário é de cinco mil caminhões, em média. "Estamos montando uma verdadeira operação de guerra para minimizar os problemas e melhorar a produtividade", assegura Luiz Henrique Tessutti Dividino, diretor empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).
Essa operação consiste em uma carteira de investimentos de R$ 80 milhões em obras para 2005. O dinheiro será aplicado em vias de acesso, infra-estrutura, ampliação de capacidade e de velocidade de operações. "É o maior volume já investido pelo setor público em Paranaguá", diz Dividino.
Os problemas causados pela falta de dragagem e pelas brigas com os operadores portuários, que incomodaram os exportadores e que prejudicaram a reputação do porto no início desse ano, já estão superados, ele garante. Em plena safra 2003/2004, uma greve - motivada por desentendimentos entre operadores portuários e a administração do terminal - parou o porto por mais de uma semana. "A dragagem foi retomada em junho. O nosso objetivo agora é dar agilidade para a operação durante a próxima safra".
O programa de investimentos para o próximo ano prevê a construção de um novo silo, com capacidade para 108 mil toneladas, de mais duas moegas e dois tombadores. As moegas devem entrar em funcionamento já durante a safra, para dobrar o volume de caminhões atendidos pelo atual sistema, de 500 veículos por dia. Orçado em R$ 39 milhões, o conjunto deve estar completo em novembro de 2005. "Praticamente dobraremos nossa capacidade, mas ainda assim estamos distantes de atender a demanda atual, que é de 320 mil toneladas", admite o executivo.
Paralelamente à construção do novo silo, mais R$ 21,5 milhões estão sendo aplicados na pavimentação em concreto de 25 quilômetros de vias de acesso ao porto e outros R$ 14 milhões na repavimentação da faixa portuária. O projeto inclui ainda a reforma de uma área que abrigará um terminal dedicado à exportação de álcool. O problema das intermináveis filas de caminhões também será minimizado. Dividino diz que estão sendo aplicados R$ 1,2 milhão na reforma do pátio de triagem, que tem capacidade para 1,4 mil veículos. "O volume de caminhões atendidos deverá subir de dois para quatro por minuto".
Além dos R$ 80 milhões de investimentos firmes em 2005, outros R$140 milhões estão prometidos pelo governo federal para a ampliação do cais do terminal. O projeto atrasou em função da necessidade de licenças ambientais, mas, segundo Dividino, deve entrar em processo de licitação nas próximas semanas. A obra terá 80% dos recursos bancados pelo governo federal e 20% pelo governo do Paraná e será executada em quatro fases, para aumentar em 30% a área total do terminal de embarque, para 3,4 mil metros. "A capacidade de exportação irá quase duplicar, pois cinco berços estarão aptos para receber os navios graneleiros, contra os três atuais", afirma o superintendente do porto, Eduardo Requião.
Embora os preços internacionais e o câmbio estejam desfavoráveis, o porto trabalha com uma projeção de exportar até sete milhões de toneladas a mais de soja em 2005 do que na última safra. O volume inclui o estoque de cerca de dois milhões de toneladas de grãos que estão com os produtores paranaenses. "Se houver uma mudança no cenário atual precisamos estar preparados", diz Dividino. Outros três milhões devem vir de contratos firmados recentemente com os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia para embarcar couro, madeira e algodão.
Paranaguá acumula queda de 7% na movimentação de soja em grão em 2004 em função de quebras de safra e da proibição do escoamento de soja transgênica. Com a decisão, que vem recebendo críticas de entidades ligadas ao setor agrícola, o porto perdeu cargas para outros terminais, como Santos (SP) e Rio Grande (RS).

Mesmo assim, a Appa prevê fechar 2004 com números totais próximos dos registrados no ano passado, de 33,5 milhões de toneladas. A queda nos embarques de soja, conta Dividino, foi compensada. Houve recordes na exportação de milho e também aumentou em 32% o embarque de carga geral. Esses dois segmentos contribuíram para o crescimento da receita cambial dos terminais de Paranaguá e Antonina, que deve fechar 2004 com US$ 8,4 bilhões, 16,6% mais do que em 2003.


23/12/2004

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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