Em fase final de licitação, a contratação para duas creches em Catanduva está no período de recurso. Apenas uma empresa foi considerada apta e outras participantes podem recorrer até o dia 14 de agosto. São duas licitações distintas, porém, a mesma empresa foi considerada habilitada e apresentou menor preço para a construção.
A construtora Ellipe Projetos e Construções Eireli –EPP, de Jales, propôs R$ 1.117.300,29 para a creche do Glória V e R$ 1.330.759,94 para a nova escola infantil do Alto da Boa Vista.
Para que a licitação fosse aberta, mais uma vez, o prefeito Afonso Macchione Neto encaminhou à Câmara projeto de lei – que foi aprovado – abrindo crédito adicional, para a utilização de recursos do convênio estadual. O dinheiro será utilizado para as obras tanto da creche do Glória quanto do Alto da Boa Vista.
Desde o começo do ano, o Governo Municipal vem tentando resolver o impasse na construção das duas obras em reuniões com a Fundação Para o Desenvolvimento da Educação (FDE).
No final de fevereiro, uma comissão da FDE teria vindo até a cidade para vistoriar as obras. “A ordem cronológica dos serviços prevê atualização da planilha, já que o convênio envolvendo as duas construções é datado de 2013. O esforço da Prefeitura e do Governo do Estado é que o convênio seja 100% efetivado, para evitar realocar recursos extras dos cofres públicos para essa finalidade”, explicou o Governo após a visita.
As creches foram anunciadas em 2013. A obra começou a ser realizada, porém, a Prefeitura rescindiu o contrato com a construtora responsável pela obra do Glória V.
Em entrevista ao Jornal O Regional há seis meses, a secretária de Planejamento Adriana Belini Bonjovani afirmou que a rescisão foi solicitada pela empresa Engaza’x Participações e Empreendimentos LTDA.
“A empresa construía já a creche que começou a funcionar no Jardim Belém e a do Glória V. Mas, devido à crise econômica, a empresa não conseguir finalizar essa construção. Ela concluiu apenas a creche do Jardim Belém e pediu a rescisão desse contrato porque realmente a empresa está fechando as portas. A Prefeitura acatou. Fizemos um levantamento de toda a estrutura que se encontra na obra e rescindimos o contrato”, informou a secretária.
De acordo com Adriana, apesar de ter sido iniciada em novembro de 2015 e ter prazo para conclusão estourado em junho de 2016, ainda na gestão do ex-prefeito Geraldo Antônio Vinholi (PSDB), apenas 40% da obra estaria construído.
07/08/2018
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