O inquérito da Polícia Federal que culminou na Operação Toque de Midas aponta indícios de que Eike Batista, presidente da MMX, empresa suspeita de ter sido beneficiada na licitação de uma ferrovia do complexo minerador da serra do Navio (AP), foi o "mentor intelectual" da suposta fraude, informa nesta terça-feira reportagem de João Carlos Magalhães, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
"Eike Batista, como mandante, mentor intelectual, tinha ciência de todas as fases da licitação [...]. Até porque, na função de presidente do conselho administrativo da MMX, era e continua sendo ele quem dá as ordens a serem executadas, as diretrizes a serem seguidas, no que concerne à empresa. Não restam dúvidas [...] que deve responder por suas condutas", afirma o inquérito da PF.
Segundo a reportagem, para os policiais, essa ilação é lógica, já que Flávio Godinho, que aparece em diversas escutas discutindo o andamento das supostas irregularidades, não só ocupa cargos de direção em várias empresas de Eike como também é seu "fiel escudeiro".
O advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende Eike no inquérito da Operação Toque de Midas, classificou como "absolutamente desnecessária" a ação da PF na casa do empresário, no Rio, no último dia 11.
22/07/2008
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