Com investimento de R$ 400 milhões do governo Dilma Rousseff (PT), financiamento federal de R$ 1,2 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e aporte de R$ 1,2 bilhão do governo estadual, foi assinado nesta quarta-feira (29/01) o edital da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra) do Metrô, que ligará a Capital ao ABCD. Ao lado do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse acreditar que o vencedor da licitação para a assinatura da PPP (Parceria Público-Privada) seja conhecido até 90 dias; as obras devem ter inicio em outubro. Enquanto isso, a previsão do início da operação do monotrilho fica para 2018.
Alvo de constantes adiamentos, o edital da Linha 18 tinha a assinatura projetada em julho do ano passado. Em visita à Região, Alckmin chegou a garantir que o documento seria assinado em 7 de novembro, o que não ocorreu. Em seguida, a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado postergou o ato para a primeira quinzena de dezembro. Na última semana, o tucano cancelou o acordo pelo início do processo licitatório por problemas burocráticos.
Apesar da assinatura, o governador disse que ainda precisava acertar alguns trâmites com os quatro municípios por onde percorrerá a Linha 18 (São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo) e detalhes com o governo federal. “Essa obra depende da autorização dos municípios para cessão de áreas para passar o monotrilho, sendo que em alguns casos haverá desapropriação. Também necessitamos do termo de acordo com governo federal”, justificou.
A primeira fase da Linha 18 terá extensão de 15,7 quilômetros com 13 estações. O trajeto do monotrilho começará na Estação Tamanduateí, onde fará conexões com a Linha 2-Verde do Metrô e com a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), até a futura parada Djalma Dutra, região central de São Bernardo.
Um dos principais articuladores do projeto, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), disse que a expansão do monotrilho ao Alvarenga, trecho de quatro quilômetros, poderá ocorrer por meio de um aditivo ao contrato da PPP, sem necessidade de nova licitação. “Defendi o tempo todo que fosse um projeto por inteiro até o Alvarenga. Desejamos na sequência trabalhar na possibilidade de fazer aditivo no contrato da PPP para ampliar a segunda fase do projeto”, pontuou. O governo Marinho investiu R$ 1,3 milhão na produção do projeto funcional do sistema.
De acordo com o Palácio dos Bandeirantes, o edital será publicado dia 03 de fevereiro no Diário Oficial do Estado. Em novembro, o governo estadual decretou como áreas de utilidade pública 32 terrenos para desapropriação em decorrência das obras do monotrilho.
30/01/2014
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