Após 14 anos de promessas e entraves burocráticos, a duplicação da Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31) pode, enfim, começar a se tornar realidade. A via, que conecta os municípios de São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires e Suzano, está com o projeto de ampliação em andamento, segundo confirmou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ao Diário do Grande ABC. O edital de licitação deve ser publicado no próximo semestre.
A proposta de duplicação já havia sido discutida em 2011, quando o então governador Geraldo Alckmin solicitou estudos de viabilidade. Na época, o governo chegou a anunciar a conclusão da obra para 2015, o que jamais ocorreu. Agora, com o avanço dos estudos técnicos, a expectativa é de que a obra comece assim que o processo licitatório for finalizado, embora valores e prazos exatos ainda não tenham sido divulgados.
Hoje, cerca de 20 mil veículos transitam diariamente pela rodovia, número considerado acima do limite ideal para uma pista simples, especialmente no trecho entre São Bernardo e Suzano. O volume de tráfego, aliado à ausência de infraestrutura adequada, tem causado insegurança a motoristas e pedestres. Para efeito de comparação, o DER aponta que a duplicação de rodovias costuma ser indicada quando o fluxo ultrapassa 10 mil veículos por dia.
Moradores das regiões cortadas pela SP-31 acompanham com expectativa o avanço do projeto, que prevê melhorias como construção de acostamentos, rotatórias em pontos críticos, nova sinalização e barreiras de proteção. No entanto, o DER ainda avalia a viabilidade de cada uma dessas intervenções, sem detalhar o que será executado na prática.
A rodovia tem cerca de 36 quilômetros de extensão e há anos é alvo de críticas pela falta de segurança. Na década de 2000, ficou conhecida como “rodovia da morte” devido ao alto número de acidentes fatais. Só no primeiro semestre de 2012, foram registradas 77 mortes, conforme dados do Infosiga, sistema do Detran-SP.
A precariedade da via, com apenas uma faixa por sentido, força motoristas a realizarem ultrapassagens perigosas e, muitas vezes, a utilizarem o acostamento como pista. Pedestres também se arriscam ao caminhar nas margens, já que o local não oferece passarelas nem calçadas adequadas.
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