Prestes a completar quatro anos sem fiscalização eletrônica, a cidade voltará a ter o trânsito monitorado por controladores de velocidade em 2014. Na manhã desta quarta-feira, a prefeitura lançou o projeto Blumenau Segura, Trânsito do Bem e divulgou que a partir de janeiro serão implantadas lombadas eletrônicas em 21 pontos da cidade, com 36 faixas vigiadas.
Das 12 ruas contempladas com a fiscalização eletrônica, seis são as que mais registraram acidentes com morte em 2013. A Rua Bahia, a Rua Gustavo Zimmermann e a Via Expressa concentram 40% dos acidentes com mortes e terão fiscalização em sete pontos.
O lançamento do edital de licitação que locará os equipamentos será dia 18 de novembro. Pelo cronograma, a instalação dos equipamentos ocorre entre 20 de janeiro e fim de maio. Esta é a primeira de quatro etapas previstas para a implantação da fiscalização eletrônica. As outras três preveem radares móveis, sensores para semáforos e displays.
Dos 21 locais escolhidos pela prefeitura (veja mapa ao lado), três deles estarão na Rua Bahia, a via que mais receberá as lombadas. Comerciante da região do Bairro Salto Weissbach há cinco anos, Fabrício Soares, 35 anos, comemorou a colocação de um equipamento no número 5771, perto do estabelecimento comercial dele:
– Já vi pelo menos 10 atropelamentos, sendo dois em cima da faixa. Acredito que vai melhorar.
Por outro lado, há a indignação de quem antes tinha o monitoramento eletrônico e agora não está no cronograma. Até 2010, havia lombadas eletrônicas em 52 pontos de Blumenau. Com a redução, a Rua José Deeke ficou de fora:
– É o cúmulo não colocarem um equipamento aqui para reduzir a velocidade. É difícil passar uma semana sem ter acidente – lamentou Getulio Antonio Pereira Junior, 34.
O critério de escolha dos pontos, segundo o presidente do Seterb, Sérgio Chisté, explicou que foram avaliadas a importância da rua (vias coletoras, arteriais e locais), a velocidade dos motoristas no local e os acidentes.
Especialista em trânsito e consultor em fiscalização eletrônica, Ricardo Bondan alerta para a necessidade de um plano que mostre aos condutores que eles fazem parte do sistema que pretende diminuir o número de acidentes. O que deve se evitar, segundo ele, é o caráter repressivo:
– A maior parte dos projetos é repressivo, mas não, na realidade, tem que existir um programa de adaptação do condutor. A mudança tem que ocorrer com
o apoio da população.
As velocidades máximas dos equipamentos ainda serão definidas. A tendência é que a maioria delas fique em 50 km/h. Os pontos em frente a escolas e hospitais devem ficar entre 30 e 40 km/h. Na Via Expressa, a velocidade máxima será de 80 km/h. Para que seja estabelecido um limite, a prefeitura terá que enviar à Câmara de Vereadores uma mudança na lei que estabelece que todos os controladores precisam operar em 50 km/h.
Todo o projeto da prefeitura custará, segundo o Seterb, entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Dentro do plano Blumenau Segura, Trânsito do Bem, também haverá campanhas de conscientização direcionadas a pedestres, motociclistas, em bares, restaurantes e empresas.
17/10/2013
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