O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que o programa federal de manutenção de pontes e viadutos, até o momento chamado de Proarte, deverá requerer R$ 6 bilhões dos cofres públicos. O programa comporá o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo que cerca de R$ 1,1 bilhão deve ser liberado em caráter emergencial, para recuperar aproximadamente 500 pontes e viadutos em situação precária.
De acordo com o coordenador-geral de desenvolvimento e projetos do DNIT Hugo Sternick, que palestrou na última terça-feira (16) na Conferência Megapontes 2012, o principal impedimento para a manutenção das obras de arte brasileiras não é a escassez de recursos, mas a ausência de informação qualificada e de equipes bem treinadas para inspeção e diagnóstico das 6.642 pontes e viadutos do âmbito federal.
Para resolver esta questão, o órgão está comprando kits de trabalho para suas equipes regionais - com esclerômetro e GPS, além de veículos adequados -, realizando cursos de aperfeiçoamento para seus engenheiros e reconstruindo o Sistema de Gerenciamento de Obras (SGO), parado desde 2004 e que agora será alimentado em campo por meio de tablets. "A linguagem do sistema estava obsoleta. Estamos reformulando para inserir as informações", explica Sternick.
Todos estes sistemas informatizados serão testados durante as perícias das pontes e viadutos da BR-040, escolhida para o projeto-piloto por ser a segunda mais movimentada rodovia federal. A BR-040 passa por Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A meta do DNIT é realizar inspeção e diagnóstico das obras de arte especiais em 28 meses. Antes deste período, no entanto, algumas obras emergenciais já devem ser licitadas e iniciadas. "Queremos e temos ordem da presidência para fazermos este trabalho o mais rápido possível. Para isso, quando tivermos uns 100 diagnósticos já vamos agir, licitar e fazer as obras."
Problemas
Apesar de Sternick avaliar que o Proarte é um "grande passo" no que diz respeito à manutenção, ele entende que ainda há muito a ser feito, e ainda faltam muitas respostas do poder público. Um dos grandes problemas identificados pelo engenheiro é a falta de inspeção e manutenção de passarelas de concreto: "Temos muitas espalhadas e nenhuma informação sobre quantas são e em qual estado estão", diz.
Outra preocupação sem solução até o momento é como o órgão realizará a inspeção nas áreas submersas de pontes. "Temos pontes em águas profundas, que precisam de inspeção, mas ainda não sabemos como será", comenta Sternick.
O uso de trens-tipo ultrapassados para a especificação das pontes e viadutos foi um motivo de questionamento ao DNIT. O dimensionamento continua sendo feito com o trem-tipo Classe 45, apesar de muitos caminhões superarem este peso.
"A resposta a este tipo de modernização, no entanto, é complicada porque há o risco de quando especificada uma classe superior, um dos órgãos fiscalizadores avaliar que a obra está sendo superdimensionada, uma vez que o padrão brasileiro é 45", afirma Sternick.
Na opinião dele, a alternativa para garantir a segurança nas rodovias é então ampliar os pontos de pesagem dos veículos e os modais de transporte disponíveis no País. "Precisamos aproveitar as ferrovias e hidrovias como formas de escoamento da produção", finaliza.
17/03/2012
17/01/2026
Limeira abre licitação para apreensão de animais por R$ 246 mil
A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria Mu...16/01/2026
Estado publica licitação para reforma e ampliação da unidade da HEMOBA em Brumado
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) p...17/01/2026
Amambai lança licitação de R$ 12,8 milhões para renovar frota de veículos
A Prefeitura de Amambai, a 338 km de Campo Grande,...16/01/2026
Prefeitura lança licitação para pavimentar a Vila Mezzomo
Ponta Grossa lança, neste mês, a primeira de uma s...