DIU da Injeflex vence concorrência da ONU


São Paulo - Única fabricante de dispositivo intra-uterino acaba de conquistar certificado da CE. A Injeflex, a única fabricante brasileira de contraceptivo DIU (dispositivo intra-uterino), acaba de obter, na Comunidade Européia, o National Society of Certification and Homologation of Luxembourg - certificado conhecido como marca CE, que permite à empresa comercializar seus produtos nos países europeus. O diretor comercial da companhia, John Konig, disse que investiu cerca de US$ 15 mil - entre viagens, custos com consultores e auditorias na fábrica - para conseguir o selo, trabalho que durou cerca de seis meses.
"Poderia ter sido mais demorado e mais caro, mas a Injeflex foi fundada visando principalmente as exportações e a linha de produção já estava dentro das normas internacionais de boas práticas de fabricação", explicou Konig, que foi vice-presidente no Brasil da multinacional Johnson & Johnson. Em 2001, ele decidiu juntar-se com mais três sócios e adquiriu, de uma empresa canadense, equipamentos, matéria-prima e tecnologia para montar a Injeflex, na capital paulista. A unidade tem capacidade para produzir 8 milhões de unidades de DIU por ano, em três turnos, e o investimento total foi de US$ 2 milhões. "Com recursos próprios. Fizemos aos poucos e começamos a fabricar em 2002."
Com a marca CE, além da Europa, a Injeflex vai prospectar também outros países que só compram produtos que possuem esse selo. Konig estima aumento de 20% no faturamento com exportações já em 2005. "Estamos participando da Feira Médica, na Alemanha, que acaba nesta segunda-feira. Só no ano passado, sem o certificado, 12 distribuidores europeus se interessaram pelo nosso produto, mas não podíamos vender. Este número deve se repetir agora."
Neste ano, as vendas externas representarão aproximadamente 70% do faturamento da Injeflex, previsto em R$ 3,6 milhões, 20% superior ao de 2003, ano em que as exportações foram iniciadas e responderam por 80% da receita. Segundo Konig, mesmo com a vocação exportadora, as operações externas foram iniciadas timidamente para países sul-americanos, como Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.
Em meados de 2003, a Injeflex venceu uma concorrência da Organização das Nações Unidas (ONU). Esta era uma das principais metas da empresa desde que foi criada: ser um dos principais fornecedores de DIU para a organização, segundo o empresário. A ONU distribui métodos contraceptivos para países em desenvolvimento, que integram programas de planejamento familiar, e o primeiro pedido da organização feito à Injeflex foi de 2,159 milhões de unidades de DIU.
"No início, tínhamos 18 funcionários somente. Tivemos de contratar mais e operar em dois turnos. Ao final, eram 52 funcionários na linha de produção." Por conta desse "pedido de tamanho monstro", como ressaltou Konig, a Injeflex produziu 2,5 milhões de unidades em 2003. Neste ano a previsão é de 1,5 milhão; desses 1,2 milhão para atender aos pedidos da organização. "As vendas para a ONU foram maiores no ano passado porque havia uma demanda reprimida no Paquistão."
Segundo ele, além da norte-americana Finishing Enterprise, os principais fabricantes mundiais (Conthec, Pregna International e Family Care) são indianos e o Paquistão, por causa de disputas territoriais com a Índia, não compra produtos oriundos desse país. O contrato da Injeflex com a ONU vence no próximo mês e a empresa vai disputar nova licitação.
A preferência pelas exportações é resultado do baixo consumo no mercado interno, estimado por ele em 200 mil unidades de DIU por ano ou 1,5% da população feminina, apesar do grande potencial de cerca de 40 milhões de mulheres. "Falta política de planejamento familiar no Brasil." Na China, o campeão na utilização desse método contraceptivo, o percentual é de 33% das mulheres; na Europa, 7,2%; Oriente Médio, 11,6%; e América Latina, 6%, disse o empresário, baseado em dados da organização Population Council.
Globalmente, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) são 156 milhões de usuárias - 12% da população feminina em idade fértil. O empresário disse não ter como avaliar o consumo mundial de DIU por ano, mas estima que sua capacidade de produção deve responder por 10% do mercado anual.
"É um método durável, em torno de dez anos, com eficácia semelhante à da pílula e de baixo custo. No Brasil, o preço está entre R$ 35 e R$ 50 para as clínicas e médicos." Para ampliar o mercado brasileiro, a empresa começou a investir em propaganda em consultório médico este ano. Por isso, a participação do mercado doméstico na receita deve elevar-se para 30% este ano, ante os 20% de 2003. Segundo Konig, a Injeflex detém 50% das vendas de DIU no Brasil. "Concorremos somente com importados e com preço até 50% inferior, o que ajuda também a alavancar participação."
Até agora, a empresa produzia apenas um modelo de DIU e está lançando na feira alemã mais dois com a marca Optima Tcu 380A. Todos seguem os padrões mais modernos para o produto, o conhecido modelo T de cobre - diferente dos primeiros que surgiram na década de 60 inteiramente em plástico.


29/11/2004

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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