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Dois anos depois da assinatura do convênio para a revitalização do antigo Cadeião da Rua Sergipe e quase um ano após a cessão oficial do prédio, em regime de comodato, ao Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, o edital para a contratação da empresa que fará a reforma do local finalmente foi aberto na última semana. Com valor máximo de R$ 3,85 milhões e prazo de 360 dias para a execução da obra, a expectativa é de que, até o início de 2014, o prédio da Cadeia Pública de Londrina, desativada há mais de 18 anos, seja transformado em um moderno Centro Cultural do Sesc.

O gerente executivo do Sesc Londrina, Cilas Fonseca Vianna, explica que a intenção é transformar o local em um espaço de cultura que congregue aulas de teatro, musicalização, artesanato, além de exposições de obras artísticas. Como contrapartida, a Prefeitura doou ao Sesc/Senac dois terrenos na zona norte da cidade, que totalizam mais de 9 mil metros quadrados. Já o prédio do Cadeião poderá ser usado pelo Sesc por 20 anos após a finalização da reforma, renováveis por mais um período de tempo. “Os projetos foram feitos pela área de engenharia e arquitetura do Sesc, que fica em Curitiba, e passaram pela apreciação da secretaria municipal de Cultura. Eles pediram algumas alterações, como a preservação de duas celas, para ter a história do local, e nos deram liberdade de fazer adequações internas que viabilizem a execução do que estamos propondo.”

A abertura dos envelopes está prevista para 15 de janeiro. De acordo com Vianna, a estimativa de conclusão da obra é março ou abril de 2014. “O processo de licitação deve tomar todo o mês de janeiro e a assinatura do contrato deve ficar para fevereiro. Acreditamos que a obra leve um ano, mas pode demorar mais ou ser mais rápida, é muito subjetivo.” Apesar do valor máximo do edital ser R$ 3,8 milhões, o gerente do Sesc acredita que a obra fique em R$ 2 milhões.

A diretora de Patrimônio Artístico e Histórico-Cultural de Londrina, Vanda de Moraes, explica que a secretaria de Cultura deu algumas diretrizes de preservação no projeto de revitalização, por se tratar de um bem cultural da cidade. “Elencamos alguns itens que deverão ser mantidos, como o solário, que vai ser um café com lugar para exposições, a guarita mais antiga, as aberturas de janela, as barras de ferro e duas celas que serão mantidas como memória do lugar, como uma marca de que ali foi o Cadeião.” A fachada também será mantida, de acordo com Cilas Fonseca Vianna.
Para Vanda, embora muitas pessoas vejam o local como um “prédio de triste memória, ainda é memória”. “Muita gente queria o prédio demolido, mas faz parte da memória da cidade. Conta a lenda urbana que, quando alguém chegava de trem a Londrina, a primeira edificação que se via era o Cadeião, para que as pessoas soubessem que havia lei aqui. Não deixa de ser uma boa memória, de que se tinha lei aqui.”


12/12/2012

Fonte: Gazeta do Povo

 

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