Na intenção de solucionar o problema histórico de alagamentos e enxurradas no Plano Piloto durante o período de chuvas, a Terracap publicou nesta quinta-feira (24/6), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), licitação para contratar empresas que executem as obras de engenharia – divididas em cinco lotes – para a implantação da infraestrutura de drenagem na região.
A ideia do GDF é construir uma ampla rede de drenagem pluvial complementar ao sistema já existente. Batizado como “Drenar DF“, as obras começarão pela Asa Norte.
A solução prevê nova tubulação que começará nas imediações do Estádio Nacional Mané Garrincha e descerá à via L4 Norte e, depois, ao Lago Paranoá. Passará paralela às quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando com o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte até chegar à L4 Norte, próximo ao Setor de Embaixadas Norte.
“A drenagem do Plano Piloto foi projetada e executada quando nasceu a cidade. Sessenta anos depois temos outra situação, alterações diversas que exigem uma nova rede de captação de águas pluviais. Um projeto moderno, contemplando toda a região, trará conforto e segurança para transitar em época de chuvas a essa população que tanto já sofreu com inundações”, explica o presidente da Terracap, Izidio Santos Junior.
Ao todo, são 7,68 km de túneis. O projeto foi aprovado na Novacap com obras de escavação e estruturação da nova rede subterrânea – entre 12 m e 15 m de profundidade – com danos mínimos ao trânsito e à fluidez do dia a dia da população.
Para receber as águas das chuvas da Faixa 1 e 2 Norte, ao fim do percurso, será construído um reservatório de qualificação de água pluvial. Implantado em uma área de 36 mil m², dentro do Parque Urbano Internacional da Paz, o reservatório funcionará como uma lagoa e terá volume útil de 70 mil m³ de água, podendo chegar ao volume máximo de armazenamento de 96 mil m³.
“A lagoa será de quantidade e qualidade, responsável por decantar as impurezas, permitindo a retenção da sujeira carregada pelas águas da chuva, objetivando a melhoria da qualidade da água lançada no Lago Paranoá”, explica o diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço Filho.
O período entre novembro e março costuma registrar diversos alagamentos e enxurradas na Asa Norte. Em fevereiro deste ano, a chuva provocou transtornos em diversos pontos da região. Algumas tesourinhas, como na altura da 209/210, ficaram debaixo d’água. Os elevados passaram por recentes obras estruturais.
À época, outras vias do Planto Piloto ficaram tomadas pela água. Houve registros de alagamentos nos eixos L e W e na W3. Na L2 Norte, o Metrópoles flagrou o momento em que bombeiros retiraram um ônibus da via. O veículo atolou na lama ao tentar passar pelo canteiro central.
Na 402 Norte, a água invadiu carros estacionados na rua e tomou conta das garagens subterrâneas de alguns prédios.
24/06/2021
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