O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) definiu regras e vai licitar pela primeira vez 48 linhas intermunicipais que operam transportando cerca de 3 milhões de passageiros por mês na Baixada Fluminense. O processo licitatório, que ainda passará por uma análise da Secretaria Estadual de Transportes e do Ministério Público do Rio de Janeiro(MPRJ), atingirá trajetos entre cidades da própria região, como, por exemplo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu e São João de Meriti e Belford Roxo, além de ligações com o município do Rio de Janeiro e com outros pontos da Região Metropolitana.
Outros trajetos só serão conhecidos quando o edital for concluído, o que tem previsão de ocorrer dentro de 90 dias. Empresas que atualmente exploram as referidas ligações também poderão estar entre os que disputarão a licitação. Uma das regras estipuladas que deverá ser seguida pelos vencedores do processo é a exigência de frota com ar-condicionado em 100% dos veículos. Além disto, cada coletivo urbano deverá ter idade média de até 4,5 anos de existência, ou no máximo, entre quatro e oito anos de fabricação. Já para os ônibus rodoviários, o limite estará entre 6 e 12 anos. A licitação também contará com incentivos à mudança da matriz energética, prevendo a utilização de um percentual de veículos movidos a gás e eletricidade.
Quando a licitação for concluída, as empresas vencedoras terão contrato com o estado para explorar as respectivas linhas e deixarão de ser apenas permissionárias. O tempo de exploração de cada trajeto ainda está sendo definido, mas existe a hipótese de que a duração seja de 15 anos. Além das 48 linhas da Baixada agrupadas em um único lote, o Detro deverá promover separadamente, em um segundo momento, a licitação de outros 11 lotes de linhas intermunicipais. Serão mais sete lotes de trajetos que operam na Região Metropolitana e outros quatro no interior do Estado do Rio de Janeiro. Todas as linhas do sistema transportam atualmente cerca de 32 milhões de passageiros.
A notícia de que a licitação vai exigir novos padrões de qualidade para as empresas que exploram linhas intermunicipais de ônibus na Baixada Fluminense pode melhorar a situação de quem depende do transporte coletivo de passageiros na região. Usuário das linhas que ligam Belford Roxo à Pavuna e Nova Iguaçu à Pavuna, o metalúrgico José Luiz Timóteo, 48 anos, disse que o trajeto costuma ter alguns coletivos com ar-condicionado defeituosos. E que, em outros casos, os ônibus são velhos.
— O transporte na Baixada precisa melhorar bastante, tanto na questão de horário como na de conforto. É uma vergonha. Por vezes, o ar-condicionado não funciona e a gente passa sufoco com os vidros fechados. E quando funciona, a água fica pingando. E alguns são ônibus velhos. Há outros lentos demais. Quem depende de horário para trabalhar tem que se adaptar ao ritmo vagaroso — disse o metalúrgico, que mora em São João de Meriti e trabalha em Belford Roxo.
Opinião parecida tem o jornalista Lucas Barboza, de 29. Ele costuma usar uma linha intermunicipal para se deslocar diariamente de Bangu, na Zona Oeste do Rio, para Nilópolis, na Baixada Fluminense.
- A conservação dos ônibus precisa melhorar. Alguns coletivos costumam rodar sujos. O serviço é caro e não entrega muito — concluiu.
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