Deputado vê evidência de fraude em licitação


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O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), integrante da CPI das Sanguessugas, divulgou ontem fotografias de dois ônibus comprados para o programa de inclusão digital do Ministério da Ciência e Tecnologia parados em uma garagem no município de Volta Redonda, no Sul do Rio. Os veículos foram adquiridos por cerca de R$ 700 mil a partir de emenda do deputado Paulo Baltazar (PSB-RJ), que já está sendo investigado pela CPI.
Gabeira reafirmou as denúncias contra os ministros do PSB que passaram pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e contra o secretário de Inclusão Digital do MCT, Rodrigo Rollemberg. Segundo informou, o PSB aparelhou o Ministério da Ciência e Tecnologia para obter recursos para projetos de inclusão digital. Segundo Gabeira, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao ministério e à época dirigido pelo atual ministro, Sérgio Resende, liberou R$ 4,2 milhões para projetos com origem em emendas dos deputados do partido "de forma bastante irregular".
Gabeira informou que os recursos foram destinados para entidades que "praticamente não existiam". "Estou tentando mostrar como um partido se apossou de um ministério, transformando-o em um ministério de compadres", disse Gabeira, que quer convocar o secretário Rollemberg para depor na CPI, pois acredita que ele facilitou a liberação de recursos de emendas do PSB.
Rollemberg divulgou nota na qual diz que emendas parlamentares de todos os partidos foram atendidas no programa. Roberto Amaral, presidente do PSB e ex-ministro da pasta, classificou a acusação de "imoralidade". E a liderança do PSB divulgou nota na qual afirma que a CPI tem sido usada para "funções eleitoreiras". Em Pernambuco, onde disputa o governo do Estado pelo PSB, o ex-ministro Eduardo Campos negou as acusações e disse ver nelas 'interesses eleitoreiros'.
Gabeira colheu ontem o depoimento de três assessores de parlamentares acusados de envolvimento com a máfia das sanguessugas. Pela primeira vez, um empregado de um político acusado de participar do esquema reconheceu ter recebido dinheiro em sua conta a pedido do chefe - no caso, o deputado Érico Ribeiro (PP-RS). Um dos maiores produtores de arroz do país, o parlamentar é um dos homens mais ricos da Câmara e boa parte dos integrantes da CPI considerava um mal entendido a participação dele, já que os valores são considerados pequenos para os padrões de Ribeiro.
Ontem, porém, Flávio Silva, motorista do parlamentar, confirmou ter recebido dinheiro em sua conta. O valor se referia à propina paga pela apresentação de uma emenda do deputado, no valor de R$ 1,2 milhão, para compra de ambulâncias, segundo revelou Gabeira. "Ele disse que repassou o dinheiro ao superior imediato dentro do gabinete", revelou o deputado da CPI.
Já a assessora Danielle Pires, do deputado Ricardo Rique (PL-PB), confirmou ter recebido R$ 10 mil em sua conta. O dinheiro teria sido depositado pela Planam por determinação de outro parlamentar que tomara um empréstimo com Rique. Depôs também José Moisés da Silva, assessor do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), mas, segundo Gabeira, por mera formalidade, pois há provas "esmagadoras" contra o petebista.


08/08/2006

Fonte: Valor On Line

 

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