Corrupção já derrubou 50 diretores de estatais


BRASÍLIA - Cerca de 50 altos dirigentes de estatais foram exonerados de seus cargos nos últimos quatro anos por envolvimento em irregularidades, segundo relatório da Controladoria Geral da União (CGU).
Outros 973 servidores foram demitidos, 62 tiveram as aposentadorias cassadas e 76 foram destituídos de cargos em comissão. O relatório foi entregue à Casa Civil no final do ano passado. As informações são da Agência Brasil.
As acusações que pesam sobre esses funcionários exonerados ou com aposentadorias cassadas vão desde recebimento de vantagens em troca de facilidades, fraude em licitações, improbidade administrativa até reajustamento de contratos sem as devidas justificativas legais "e uma série de outras nessa linha'', como detalha o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.
A CGU ainda investiga 364 pessoas por suposto enriquecimento ilícito. Entre eles, está o diretor financeiro da Infraero, Adenauer Nunes.
Pente fino
Outros 368 servidores da União estão tendo sua evolução patrimonial investigada, mas, segundo Jorge Hage, cerca de 17 mil servidores públicos também serão incluídos nessa lista.
''Escolhemos determinados órgãos, determinados tipos de função que, pelo histórico dos trabalhos da Controladoria, são setores de risco, áreas que operam em licitações envolvendo grandes somas, órgãos que têm grande incidência de denúncias. Por certos critérios construímos junto com a Receita Federal esse trabalho de avaliação. Daí poderão resultar novos processos de enriquecimento ilícito'' , disse o ministro da Controladoria Geral da União.
Hage disse que os próximos relatórios a serem concluídos pela CGU são fruto de investigações realizadas no Ibama e na Delegacia Regional do Trabalho localizada no Rio de Janeiro, onde um grupo formado por funcionários e auditores fiscais é acusado de irregularidades como a concessão de benefício de empresários em investigações trabalhistas, o que não é permitido por lei.
''O trabalho da CGU nesses quatro anos mostra o fim do clima da impunidade absoluta na administração federal brasileira'' , concluiu o ministro Jorge Hage.


08/01/2007

Fonte: Jornal o Tempo

 

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