Copa do Mundo pode impulsionar mercado de energia solar


Nós próximos dois anos a geração de energia solar no Brasil deve quadruplicar. O motivo são os novos estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo de 2014. O dado é do diretor do Grupo Setorial da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Leonidas Andrade, e foi exposto durante o evento O Futuro Solar: Brasil, em São Paulo.
Segundo o diretor do Grupo Setorial Abinee, além do Estádio Governador Roberto Santos, conhecido por Pituaçu, que já opera com energia fotolvotaica e é o primeiro da América Latina a dispor da nova tecnologia, outros três, que sediarão a Copa, também deverão contar com o novo sistema de geração. Atualmente, o Brasil gera em rede 1,5 megawatt (MWp)de energia solar, este número deve chegar a 4 ou 5MWp em 2014.
"O Maracanã já está licitado, há ainda a Arena Pernambuco e o Mineirão, que está em processo de licitação. A previsão é que o estádio de Minas esteja pronto pra gerar energia elétrica até junho de 2013", explica Andrade.
Essas iniciativas, segundo Andrade, podem ajudar no avanço dessa tecnologia, que hoje ainda é pouco explorada no Brasil. Andrade alega que, em países da Europa e da Ásia, Estados unidos, o avanço dos parques de energia solar é crescente. No Brasil o uso do sistema ainda engatinha.
Para Andrade, apesar de o Brasil ser um país privilegiado para o crescimento do uso desse tipo de geração de nergia - o número de dias ensolarados é bem superior ao da Europa -, os incentivos governamentais para o desenvolvimento desse novo setor ainda são poucos. "Não temos apoio para a indústria se desenvolver. Os parques que existem e em construção importam tecnologia. A exemplo de outras tecnologias, como a eólica, sem claro apoio do governo, haverá dificuldades para que a fotovoltaica possa concorrer em custo com outros sistemas", pondera o dirigente.
O diretor da Abinee defende uma ação direta de agentes públicos nas esferas pública e privada. Com subsídios, a demanda por energia solar aumenta e o ganho de escala reduz os preços.
"Nossa matriz energética é muito limpa, mas não podemos esquecer que a necessidade por energia no mundo cresce todos os dias. Por isso, a importância de investir em novas fontes. Hoje, a base de energia eólica está cada vez mais desenvolvida e com bons valores, mas nem sempre foi assim. Acredito que daqui a 7 anos, com o devido investimento, o espaço da energia solar fotovoltaica será igual ou superior ao da eólica de hoje", diz Andrade.


24/09/2012

Fonte: Terra

 

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