Já são 30 dias desde que foi suspensa a cobrança para estacionar nas ruas centrais de Joinville. Por isso, achar uma vaga para o carro é quase como ganhar um prêmio. O edital de licitação para contratar uma nova empresa prestadora do serviço também ainda não saiu.
De acordo com a Conurb, deve ser aberto somente no fim deste mês. O prazo inicial era fevereiro. Agora, a expectativa é de que no começo de abril as empresas participantes apresentem as propostas.
Sem a fiscalização das monitoras, tem gente aproveitando para deixar o carro estacionado por horas em uma vaga. Segundo o presidente da Conurb, Francisco de Assis Nunes, a situação é mais crítica em horários de pico.
— Mas, no geral, não tivemos muitas reclamações —, diz o presidente.
Na rua Luiz Niemeyer, a gerente de vendas Andréia Mendes, 32 anos, diz que se tornou cada vez mais comum a reclamação de clientes que não conseguem estacionar.
— Houve uma pequena diminuição nas vendas. A gente percebe que muitos motoristas deixam o carro parado o dia inteiro no mesmo lugar —, conta.
Por outro lado, os estacionamentos particulares aproveitam para lucrar um pouco mais. Na rua Três de Maio, dois espaços registraram um ligeiro aumento.
— No início do mês, o movimento é sempre maior, por causa do pagamento. Mas como não tem mais a Zona Azul, tem dias aqui que o estacionamento fica lotado —, diz o gerente do estacionamento Car Rest, Valdomiro Ribeiro.
O gerente do estacionamento Três de Maio, Neri Rosa, confirma o que diz o vizinho:
— Nosso número maior é de mensalistas, mas o volume de horistas aumentou em quase 20%.
Na rua 15 de Novembro, no estacionamento de mesmo nome, Thayana Nehemy, 40 anos, acredita que o movimento se manteve.
— Temos clientes fixos, que nos procuram sempre. Mas não sinto que teve muita diferença com a falta de cobrança do rotativo —, revela.
Sistema informatizado
Modernidade. Esta é a principal exigência da Conurb para a nova empresa que assumir o estacionamento rotativo.
— Tem cidades menores que Joinville que estão com sistema informatizado. Queremos mais facilidade para o usuário —, diz o presidente Francisco de Assis.
Um dos pedidos é a obrigatoriedade na instalação de parquímetros, como hoje existe em Jaraguá do Sul e Itajaí. O presidente da Conurb revela que o valor cobrado pelo cartão também não deve aumentar.
— Queremos manter este valor ou diminuir. Temos uma perspectiva de baixar para R$ 1,20 —, revelou.
Uma hora era R$ 1,25. A Cartão Joinville, que tenta voltar ao sistema, mais uma vez apelou ao Tribunal de Justiça de SC. Ela perdeu em primeira instância e, na terça, enviou novo pedido de recurso ao TJSC.
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